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Texto do Leitor [3]

8 de abril de 2009

O tal do diploma (por J. Junior)

Antes que comecem me atirar pedras, afirmo que sou estudante de jornalismo e, independente do que rolar no dia 15, irei concluir meu curso. Mas vamos lá, todos estão esperando. Sou absolutamente contra um diploma para exercer a profissão jornalismo.

Muita gente tem dito que sem a necessidade do diploma o mercado vai ficar saturado. Hello? Observem o mercado. Ele está saturado há muito, muito tempo. Temos hoje, no Brasil, 497 cursos superiores de jornalismo com média de 26 estudantes formandos por curso. Amigo, me desculpe mas o mercado já está saturado e tem tempo. E quer saber a minha opinião sobre isso? Eu acho que o mercado vai é aliviar. Porque, graças a deus, 20 e tantos mongos da minha sala vão finalmente cair na real que aquilo não é para eles. Que não são e provavelmente nunca serão jornalistas.

Existem aqueles que gostam de toda essa parafernalha de números, estatísticas, dados. Vou apresentar um dado curioso: Em países como Estados Unidos, Itália, Japão, Alemanha, França, Gŕecia, Suiça e Suécia não é necessário o diploma para exercer a supracitada função. Na contramão, exigindo o diploma, temos países como Brasil, Equador, Turquia, Colômbia, África do Sul, Costa do Marfim, Arábia Saudita, Congo, dentre outros. A interpretação é livre.

Todo dia discutimos a qualidade de ensino no Brasil. Não passa um dia da minha vida que eu não ouça alguma coisa ligada à isso. Quem sabe não vá acontecer de hoje para amanhã, mas sem a necessidade do diploma, os cursos ruins tendem a desaparecer. Não vai existir a necessidade deles. Por quê, diabos, alguém vai querer fazer algo opcional e ruim? Este ponto, por si só, solidifica a opinião de que, com a retirada permanente da exigência do diploma, as instituições que oferecerem um curso de Jornalismo, de especialização ou não, vão melhorar suas cadeiras; seus profissionais; sua atenção para com os alunos. Estamos falando sobre um nível elevado. Um nível digno de estudo que, particularmente, acredito que todos temos direito. Falamos sobre ensino no Brasil e uma melhora considerável parece utópica na maioria das vezes. Pois é, caros, estou apresentando uma oportunidade palpável e muito próxima para vocês.

Para piorar, tem aqueles que dizem: “Isso é injusto! Estudei quatro anos para me tornar jornalista! Quer dizer que os outros, sem diploma, vão pegar meu emprego?”. Caso isso aconteça, acredito que estamos acordados sobre a desnecessidade do diploma para exercer a profissão. E me desculpem os quadrados, mas Jornalista não é jornalista por um diploma. Um papel. Jornalista é jornalista por sua cabeça, por sua cultura, por sua consciência, por sua ética e por seu intelecto. Jornalista é jornalista. Ou se é, ou não é. Simples assim. E isso nenhum diploma deveria ter o direito de mudar…

J. Junior

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26 comentários

  1. estou no quarto ano de jornalismo, faço faculdade particular no interior de SP. Também sou contra o diploma e contra qlqr faculdade de jornalismo. E sei que os maiores criadores da ideia de que jornalismo é uma profissão legal são o Profissão Repórter e a porra da TV Globo. O povo acha que vai fazer jornalismo pra ter algum sucesso, alguma coisa a mais na vida. Se liga gente, não é assim.


  2. Concordo com o cidadão. Leia isto aqui:

    http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/2009/04/08/jornalismo-chinfrim/


  3. diploma é só mais uma burocracia desenecessária deste nosso país. uma coisa é a pessoa que construiu sua casa ter diploma de engenheiro civil, outra coisa é um jornalista precisar de diploma pra fazer coisas que ele só vai aprender na VIDA, fora da universidade. é bem frustrante. eu estou pra conseguir meu bacharelado em letras e sei bem qual é a sensação.


  4. Diploma eh apenas mais um detalhe


  5. Gostei muito do conteúdo do texto, apesar de muito mal escrito.


  6. Muita hora nessa calma:
    [i]E quer saber a minha opinião sobre isso? Eu acho que o mercado vai é aliviar. Porque, graças a deus, 20 e tantos mongos da minha sala vão finalmente cair na real que aquilo não é para eles. Que não são e provavelmente nunca serão jornalistas. [/i]

    Desculpe, mas isso nunca vai acontecer, rezei por esse dia todos os 4 anos que passei na faculdade. As pessoas cursam jornalismo pq acham q TV GLOBO E A TV EM GERAL é um lugar super lindo de se trabalhar, sendo assim eles serão famosos, e é só isso que eles querem, fato! Desista de esperar que os mongos da sua facul larguem o curso.

    Não sei que lugar você mora, mas no interior aqui que eu infelizmente resido, a situação é a seguinte: pseudo-celebridades da cidade apresentam e deteem programas na tv, rádio e algumas colunas dos 3 pobres jornais daqui. Sabe quantos jornalistas podiam ocupar o espaço deles? uns 20 só pra chutar por baixo.
    Sabe o que vai acontecer quando o diploma não existir mais? Ora pois, qualquer zé-mané que souber escrever uma frase que faça sentido ou souber falar direito ou tiver um rostinho bonito vai se auto-intitular jornalista e ir falar merda nos meios de comunicação, como se faz hoje em dia.

    E nós, que nos matamos 4 anos na faculdade, onde é que ficamos nessa? Não sei se vc trabalha ou chegou a trabalhar na área, mas se um dia vc ingressar nesse mundo, meu caro, vc cairá de costas com o que verá e ouvirá. E aí sim quem sabe veja a dificuldade de enfrentar o cliché de quem “grande coisa, qualquer um pode fazer o que o jornalista fulano de tal faz”.

    E sinceramente, se for pra ajudar no quesito melhoria do ensino, me poupe. Sugiro então que tiremos o diploma de todos os advogados e médicos, afinal de contas o MEC proibiu a criação de novos cursos dessas áreas por falta na qualidade do ensino…

    Desculpa, mas pra mim isso é tudo uma grande idiotice. Eu ralei muito pelo meu diploma, ralei pra fazer os babacas da minha sala q só pensam em TV calarem a boca e não vou ver meu futuro ser jogado no lixo pq a partir de tal resolução qq um que se ache legal e aceite trabalhar por 200,00 pra escrever besteiras num jornal.


  7. Também sou a favor do diploma não só do jornalismo mais como de qualquer outra profissão,pois se essa moda pega estaremos vendo o professional pedindo esmolas e aqueles que ocuparem o lugar dele idem,já que como o amigo encima falou,ele estará trabalhando por 200 reais por mês ou menos.Ontem mesmo estava lendo uma materia falando e incentivando sobre a importancia do diploma já que até para lixeiro ele é exigido.
    Leiam a materia completa em;
    http://www.textaculos.com.br/?p=81

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    A qualificação é essencial, mas não significa diploma.

    Um jornalista não precisa de diploma, a faculdade de jornalismo não torna um formado incrivelmente superior a um não-formado no mesmo ramo, essa é a questão. O mesmo se pode observar em design gráfico, por exemplo. Fiz parte da faculdade e lhe garanto que faço a função de forma superior a milhares de formados, pois é uma qualificação pessoal, o cidadão se dedica e pode aprender em casa, estudando.

    Eu não aprendi a escrever em faculdade. Isso significa que eu não poderia escrever um livro? Ou agora também somente formados em Letras poderiam escrever?


  8. Olá Vivis,

    Concordo com você em que grande parte da minha (nossa?) sala sonha(va) com a Rede Globo (de televisão, ou não). O que eu disse (acho que deixei claro, mas em todo caso reafirmo) é que grande parte destas pessoas largarão o curso por isso. E não só por isso. Acho leviano dizer que muitos alunos não deixariam o curso caso o decreto seja realmente colocado em prática.

    Atualmente moro em São Paulo, mas já morei em Ribeirão Preto. Bom, não que Ribeirão seja lá um interiorzãaaao, afinal, são quase 600 mil habitantes e uma cidade que cresceu muito nos últimos anos. Entendo a situação da sua cidade e, desculpe-me, contra argumento dizendo que a ausência do diploma vai sim tirar pessoas da universidade e fazer com que eles deem de cara com a vida. Agora, discordo absolutamente que qualquer um que saiba escrever uma linha vá conseguir ingressar no mercado. Você mesmo me diz que o mercado é escasso. Em um mercado escasso, usando um raciocínio lógico, acredito que ganha a vaga aquele que se destaca. Ou estou errado nisso? Portanto, reprovo completamente seus dizeres do zé-mané. Sou obrigado a discordar em gênero, número e grau.

    ” Grande coisa, qualquer um pode fazer o que o jornalista fulano faz. ” – E não escutamos isso, diariamente? Bom, não sei como são as coisas por aí, mas aqui escuto bastante. Você citou um clichè e, mesmo não gostando deles, vou responder com um: ” O que vem de baixo não me atinge ” (Nunca achei que utilizaria tal sabedoria de rodoviaria em minha vida. Vivendo e aprendendo) – Afinal, nós, intelectuais sabemos que uma pessoa que diz um absurdo desses não é muito bem… informada, né? Se quisermos banalizar, podemos jogar que qualquer um pode virar jogador de futebol. Literalmente. Acredito que são poucos que realmente se tornam…

    Você me diz que isso não vai ajudar na melhoria de ensino. Eu volto a bater em uma tecla: “Por que uma pessoa iria fazer um curso (profissionalizante ou não) se ele fosse ruim? Ele não PRECISA deste curso para atuar”. Um ponto de vista óbvio, na minha opinião. E, seguindo esta linha de raciocínio encontramos o seguinte contexto: Os cursos (ruins) tem pouca ou nenhuma procura. A tendência, portanto, é eles deixarem de existir. Me desculpe, mas estamos falando sim em uma possibilidade de estudo melhor.

    Sou obrigado a discordar, mais uma vez, dos 200,00(sic) reais que você coloca por último. Você é jornalista, formado e acredito que tem conhecimento sobre sua profissão. Deve saber, inclusive, que o piso de 5 horas de trabalho ao jornalista é bem superior (ainda que não seja grande coisa) à R$200,00.

    Jornalista bom e jornalista ruim, sempre vão existir (ainda que eu não considere jornalista ruim como jornalista, mas isso é um ponto de vista pessoal meu). Conheço pessoas que estão no último ano de jornalismo, e acredite, eles não sabem escrever um lead.

    O que defendo, por fim, Vivis, é que seu futuro não vai ser jogado no lixo caso o decreto seja colocado em prática permanentemente. Você tem talento? Você realmente tem potencial? Você é bom(a) no que faz? Porque se for, tenha certeza que diplomado ou não, se você correr atrás terá sua chance. E, se cumprir os requisitos acima, nenhum “zé-ninguém” vai roubar a sua vaga. Toda empresa consciente, hoje, prefere pagar mais e ter um profissional melhor. E acredito que você não está querendo fazer sua carreira em uma empresinha qualquer, como as que você criticou em seu comentário. Correto?

    Ademais, respeito sua opinião. Estou deixando apenas o meu ponto sobre os aspectos que você levantou!
    Caso tenha interesse em continuar o papo, eu adoraria! Envie-me um email: jjacotejr@folha.com.br

    Um abraço,
    Júnior.


  9. A grande questão: o diploma é necessário?

    Ao meu ver, e repito MEU VER, o importante é o conhecimento, o diploma é como um atestado de conhecimento, portanto acredito que seja no mínimo útil.

    Se uma pessoa tem tanto conhecimento quanto uma que cursou uma faculdade, pq não pode ter um emprego sem o diploma?

    Mas por outro lado, vemos os “ídolos de esgoto” sendo celebridades por nada. Sem conhecimento e sem diploma algum na maioria dos casos.

    Cabe ao empregador avaliar conscientemente o jornalista, analisar o seu histórico e sua posição ao escrever.

    Conheço pessoas q poderiam ser gerentes de empresas e não tem diploma e também conheço diplomados q conhecem menos q eu.

    Agora cabe a ética realmente definir QUEM vai ser contratado.

    —————————————————

    Um ponto importante para pensarmos:

    Existem jornalistas formados escrevendo pra Capricho, Contigo, EGO e tantas outras porcarias sociais. Em compensação, tem muita gente sem diploma de jornalismo escrevendo para revistas de peso e grandes jornais do país. Isso é a prova viva de que o diploma não tem representatividade absoluta, ele não diz quem está ou não apto a escrever conteúdo jornalístico. Eu, por exemplo, agora estou escrevendo para a revista MY WAVE, de São Paulo, a próxima edição (20 de abril) virá com meu primeiro texto.

    Vocês sabiam que o maior publicitário do Brasil e um dos maiores do mundo NÃO TEM diploma de publicidade? Washington Olivetto.


  10. Interessante ver os extremos do pensamento.

    Por um lado, a Academia de direito institui um Exame de Ordem, capaz de qualificar o profissional como atuante ou não. Retira-se o poder qualificante do diploma e se aplica ao exame.
    Por outro, um acadêmico de jornalismo defendendo que a atuação dos profissionais de sua área deveria ser livre e independente de uma supervisão, seja ela da Universidade ou de uma Organização.

    É dever da Universidade qualificar o profissional, independente da aptidão prévia que ele tenha. Afinal, irrelatos a dom, existem conceitos teóricos e nomenclaturas que são necessárias para que o bom profissional continue se aperfeiçoando (seja por livros, por congressos, ou afins), e a Academia é, por excelência, aquela que divulga estes conceitos. O diploma simplesmente certifica que este profissional passou por este treinamento, mas obviamente, não avalia o quanto ele absorveu do mesmo.

    Por isso, completamente discordante dos amigos, acho justo burocratizar o quanto mais a atuação profissional, e admitir um Exame de Ordem para todas as profissões (obviamente não nos moldes da OAB). Só assim reduziremos as atrocidades profissionais que acontecem atualmente.

    É totalmente compreensível que existam jornalistas por hobby, mas a excelência da profissão exige estudo, e deveria exigir uma seleção (superior e mais criteriosa que o mercado de trabalho).


  11. Sou totalmente a favor que QUALQUER um com capacidade exerça a profissão, não há sentido em exigir diploma para tal função.

    A maior parte dos argumentos que ouvi, de jornalistas, é a de que o jornalista, na faculdade, aprende a escrever, a coletar dados e coisas do tipo. Oras, qualquer bípede com um mínimo de cultura e vontade sabe e pode fazer o mesmo!

    Talvez o jornalista, de início, tenha mais estilo ou saiba como tratar suas fontes de uma maneira mais… correta (?) mas, me desculpem, afirmar que só jornalista forma pode exercer a profissão é desmerecer, por exemplo, um Nelson Rodrigues! Será que ele não tinha capacidade para exercer a profissão? Que levante a mão o corajoso!

    Quem nunca se deparou, por outro lado, com absurdos vindos de jornalistas, formados, e cheios de si? Quantas vezes não fui obrigado a ler matérias extremamente rasas sobre política internacional, por exemplo, em um ou outro jornal, assinadas por jornalistas com diploma mas que sabem escrever bem, mas não sobre o objeto da matéria!

    Qualquer pessoa que estude política ou mais especificamente política internacional ou Relações Internacionais (como eu) fica abismado com a precariedade de algumas matérias de jornalistas diplomados.

    Só para citar um exemplo, noto o constante uso de “militantes inslâmicos” para todo e qualquer grupo que cometa algum crime em um país muçulmano. Não importa a razão, se o grupo que reivindica for muçulmano ou o país do ataque for muçulmano então os perpetradores são, automaticamente, “militantes islâmicos”.

    Primeiro lugar, ser “militante” não infere crime.

    Ser islâmico ou militante islâmico não quer dizer absolutamente nada! Quer dizer apenas que a pessoa é muçulmana e busca, de alguma maneira, transmitir sua crença.

    Não sei se é estupidez, ignorância ou má fé simplesmente.

    Me lembrei agora, mas me escapa o nome do autor, uma pesquisa feita com as famílias de vários homens bomba que morreram em atentados suicidas em nome do Hezbollah.

    Qualquer jornalista com diploma diria que os ataques foram cometidos por militantes islâmicos, por fanáticos islâmicos ou ainda terroristas islâmicos sem, porém, qualquer tipo de análise crítica ou pesquisa.

    Saibam, pois, que vários destes militantes islâmicos eram, na verdade, cristãos, e a franca maioria (até a data pesquisada pelo autor) de esquerda, ou seja, não eram “militantes fanáticos” como a mídia adora reproduzir e (des)informar o público.

    Acabei de encontrar o artigo que trata sobre o assunto dos três últimos parágrafos. O autor em questão é Robert Pape que analisou – através das biografias e de entrevistas com familiares dos suicidas -, entre 1982 e 1986, 38 dos 41 “terroristas” suicidas do Hizbollah.

    Qualquer jornalista formado (desculpem a generalização) , diria que foram todos ataques cometidos por “militantes islâmicos” quando, na verdade, apenas 8 eram fundamentalistas islâmicos, 27 eram de grupos de Esquerda (logo, não poderiam ser encarados como militantes islâmicos) e 3 eram, vejam só, cristãos!

    Este pequeno exemplo serve apenas para ilustrar que ter diploma de jornalista torna a pessoa apta a escrever bem, sim, mas não a saber sobre o que escreve.

    Confio muito mais em alguém da área de Ciência Política ou Relações Internacionais – em geral, óbvio – para escrever sobra uma crise na Tanzânia, que em um jornalista que passou pelos editoriais de moda, esportes e caiu de para-quedas na página internacional.

    Acredito, por outro lado, que não seria ruim um curso – talvez uma pós de curta duração ou um mini-curso ou até uma pequena especialização – para àqueles de formação diversa que tem interesse em adentrar na área jornalística mas, exigir uma graduação completa e um diploma para ser jornalista é, na melhor das hipóteses, um disparate.

    Trazendo o assunto para um campo ainda mais moderno, quantos são os blogueiros que jamais cursaram jornalismo mas que estão aí, noticiando o que acontece no mundo, opinando e informando o público? Serão todos eles incapazes de seguir sua veia jornalística por não terem diploma?

    Não vejo um jornalista falando com maior propriedade sobre física nuclear em um jornal que um físico nuclear ou um jornalista falando sobre a situação política da Ingushétia que um cientista político especialista em Ingushétia.

    Claro, não tenho a intenção de desmerecer qualquer jornalista e apenas ilustrar que, mesmo que muitos tenham a capacidade de tratar de diversos assuntos e sejam excelentes no que fazem – como Clovis Rossi, Azenha, PHA, Noblat, dentre outros -, ter um diploma não é tudo, é preciso, antes de mais nada, ter interesse, disponibilidade, honestidade, vontade e conhecimento.

    imaginem só se Antônio Maria, Nelson rodrigues (como disse Miro Teixeira), ou Euclides da Cunha, Carlos Lacerda, Jaguar, dentro outros fossem proibidos de escrever porque não tinham diploma!

    Jornalismo não é ciência!

    Daqui ha pouco pedirão diploma para cartunista, para escritor. É algo que não tem sentido e nem fim.

    Diploma é acessório. Um belo acessório mas, ainda assim, acessório.


  12. Hello? 😛
    Gostei muito do conteúdo do texto[2]

    Bis! Bis! Bis! Bis!


  13. Felipão… tanto texto do leitor e tanto post patrocinado é preguiça de tocar o CR?! 😐 Eita…

    ——————————————

    A quantidade de textos MEUS não diminuiu, basta você observar. A diferença é que estou tentando colocar 1 post por dia agora, por isso o texto do leitor. Os patrocinados são minha forma de sustento e garanto que não estão agredindo ninguém.


  14. Não adianta o cara ter diploma da melhor faculdade pra depois ir falar merda nos meios de comunicação, como se vê em vários programas. Diploma não é sinônimo de qualificação. Entretanto é usado como um “diferencial” pelos selecionadores (empresas, público) para filtrar o saturado mercado de trabalho. Digamos que o diploma seja, neste momento, um mal necessário. Como tantos outros que atrasam o desenvolvimento deste país…


  15. Pois é, Regis Reising é jornalista e não tinha nem ensino superior, e para mim não há melhor texto ou matéria mais redonda que as dele.


  16. Aaaaah agora sim! Parabéns pelo texto.
    Concordo com o que disse… não é um pedaço de papel que determina um profissional ser bom ou não. O desempenho e qualidade são tudo!

    Abraços e sucesso.
    =]


  17. Nenhuma faculdade ou curso são capazes de ‘transformar’ uma pessoa que não tenha a aptidão para exercer a profissão de jornalista. É preciso uma formação cultural, ideológica (sem falar em conhecimento de texto, claro) e um certo ‘jogo de cintura’ que só a vida e a vivência na área são capazes de fornecer. É preciso faro para a notícia e criatividade para a condução de cada entrevista, de cada apuração de informação. Nesse sentido, o diploma é mero detalhe.

    Por outro lado, o mesmo pode-se dizer de qualquer profissão. A aptidão e o empenho individual é que determina quem serão os melhores médicos, advogados, carpinteiros, músicos, engenheiros, eletricistas e tantos outros. Ela é quem vai separar os bons dos maus profissionais. Mas para exercer todas essas profissões, tal qual no jornalismo, é preciso conhecer suas ferramentas. Não apenas o jargão técnico, mas saber como usar cada uma delas. Mais primordial ainda numa área que não é uma ciência exata – é impossível dois profissionais desenvolverem o mesmo texto, ainda que entrevistem as mesmas fontes.

    Abrir o precedente nessa profissão é dar a deixa para que balconistas de farmácia se considerem farmacêuticos, por exemplo, ancorados no argumento de que têm a experiência e o conhecimento necessário para exercer esse função. E para que os farmacêuticos se considerem médicos e por aí vai.

    Se um aspirante à profissão de jornalista não consegue mostrar suas qualidades e lapidar sua técnica nem na faculdade, isso é mais do que prova de que não vai se dar bem na profissão no futuro.

    Outro ponto: na instituição de ensino o aluno terá contato com mais de uma área (jornalismo impresso, eletrônico, televisivo e rádio), o que garante que ele tenha um conhecimento muito mais amplo do jornalismo em si.

    Jornalismo é muito mais do que ‘escrever bem’.

    É saber diferenciar as necessidades de cada público. É saber produzir uma foto em estúdio para uma matéria de revista feminina. É conhecer diferentes linguagens. É ter o feeling para disparar a câmera no momento certo. É conduzir de maneira jornalística a divulgação de uma pauta como assessoria de imprensa. É ser capaz de adaptar seu texto ao estilo do veículo (e do leitor).

    A idéia de que uma pessoa seja capaz de ‘nascer sabendo’ tudo isso é romântica, mas muito longe da verdade. A pessoa só aprende isso na prática.

    O que está errado então não é a exigência do diploma: pelo contrário, é a facilidade com que os alunos o conseguem. Um estudante pode ter o diploma de bacharel de jornalismo sem nunca ter pisado numa redação. Basta comparecer às aulas e entregar os trabalhos.

    Se tal qual nos cursos de medicina o aluno fosse obrigado a fazer ‘x’ horas de estágio, aí sim, a faculdade teria seu valor. O que falta aos cursos é oferecer essa possibilidade.

    O conceito da exigência do diploma não está equivocado. Mas a forma segue errada enquanto os cursos não estiverem à altura do mercado de trabalho.


  18. Diploma já, claro, o tanto de gente que esta na tv sem ter diploma é de mais, sou formado em outra área e toda profissão tem que haver, imagina vc passar 4 anos em um faculdade e ter seu lugar no mercado de trabalho ocupado por pessoas que nunca pisaram em uma faculdade, é justo a Adriane Galisteu ganhar 500mil reais por mês, a Daniele cicarelli entre outros e cometendo terriveis falhas, imagina agora as pessoas sendo engenheiros, advogados,medicos sem nunca terem estudado para tais áreas, ou todos vocês querem
    mais Luciana Gimenes e Iris Estefanele na tv.

    Estudem e exijam o Diploma para valorizar a profissão de vocês.


  19. Diploma para jornalismo eu também considero desnecessário. Mas acho que todo candidato à função deveria pelo menos aprender a escrever direito. E a educação formal no Brasil já anda tão detonada que dá medo, para que solapá-la mais ainda e de uma forma tão intensa, já que leitores ainda em formação gramatical poderiam assimilar esses erros, repassando-os a outros? Desculpe, mas eu tenho uma mania (babaquice para alguns, talvez), de ao ler um texto e meio que literalmente tropeçar em algum erro (logo na primeira linha tem um – não se diz ou se escreve “independente de”, mas “indepentendemente de”. Tá, tudo bem, dá trabalho, mas é o correto, caramba! Tem uso errado de crase, etc.), que não seja por digitação distraída, esse erro faz com que a essência do texto comece a murchar na minha frente. Não quero Machado de Assis o tempo todo, mas sinceramente, senhoras e senhores, respeitar a língua nunca matou ninguém antes… O senhor comenta que “Jornalismo é muito mais do que ‘escrever bem’.” Mais do que isso, meu senhor, jornalismo é escrever direito”.


  20. Também sou estudante de Jornalismo e contrário à obrigatoriedade do diploma. Acredito que a maior parte dos estudantes pregam a necessidade do diploma pensando não na qualidade do trabalho jornalístico, mas sim para “não desperdiçar quatro anos de estudo”.

    Em seus falsos argumentos que defendem que só o ensino universitário pode prover a formação téorica necessária ao jornalismo, essas pessoas esquecem que alguns dos melhores e mais éticos jornalistas brasileiros, como Cláudio Abramo, nunca tiveram um diploma.


  21. “parafernalha”, “desnecessidade”. Tá começando bem…


  22. Vc e burro demais, so vc que não tem tem inveja, a vida não e assim,
    Já pensou vc ir fazer uma cirlurgia com medico que não tem diploma?
    vai tem mais burro no mercado gente que não tem nada a ver com profissão,
    Prescisa tem diploma como qualquer profissão seu burro,

    —————————————————–

    HAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHHA


  23. Eu não sou da área, não estou exatamente por dentro dos debates, mas me posiciono no sentido da obrigatoriedade do diploma, simplesmente porque as pessoas que contam as coisas, dão o tom que querem ser entendidas, e todos sabem que quem conta um conto aumenta um ponto, então a minha posição é simplesmente no sentido de aumentar a ética nos meios de comunicação, no tocante à formação de opinião.

    Em outro sentido, jornalista não é especialista em nada, é tanto que a gente ve atrocidades absurdas nos meios de comunicação, como jornalistas fazendo as coberturas sobre crimes, movendo toda a população para um lado, falando coisas que geralmente estão completamente erradas, do ponto de vista técnico.

    Todos sabem que os “jornalistas” (certo, restrinjo-me à globo e revistas de grande circulação), guiam a população. Por isso, não faz diferença o diploma ou não, porque jornalista não sabe de nada, apenas sabe contar uma coisa da forma que entendeu e pendendo para o lado que quiser, fazendo o povo pender junto com eles.

    Nesse último caso, a exigência do diploma é terrível, porque a informação vai ser exclusivamente contada pelas mentes leigas dos jornalistas.

    Portanto, meu posicionamento é pela exigência de diploma específico da área da informação, se economia, que seja uma economista, administrador, contador, ou até mesmo um empresário falando. Se for política, um sociólogo, ou advogado, ou áreas afins.


  24. Para ilustrar o que eu falei, basta que leiamos os comentários dos jornalistas formados ou formandos acima, sobre o que é o jornalismo. Não se vê alguém falar que jornalismo é entender a informação e todas as variáveis aplicadas a ela.

    Jornalismo é formação cultural
    é escrever direito
    é saber qual é seu público
    é saber tirar foto

    Ou seja, não precisa deter conhecimentos técnicos em Direito para comentar crimes ou institutos jurídicos, formando a opinião da população baseando-se em informações leigas.

    Apenas exemplificando a área jurídica que eu faço parte e posso dar certeza das atrocidades que são comunicadas. Só um exemplo que me veio à memoria, o titulo de uma matéria em um dos jornais mais conhecidos em fortaleza: “advogado chama juiz de incompetente”, quem é da área já sabe do que se trata a matéria, mas o povão se quiser saber o que realmente aconteceu, vai precisar buscar no google o que é arguição de incompetência.


  25. Olá pessoal. Este post é antigo mas só agora parei para lê-lo.

    Gostaria de emitir minha opinião sobre a questão dos jornalistas, que no Brasil, e em todo mundo, são os escolhidos por formarem a opinião alheia, uma vez que são considerados “especialistas” em determinadas cadeiras.

    E é exatamente aí que está o perigo: o sujeito estuda 4 anos sobre como se comunicar, mas não estuda definitivamente nada de forma aprofundada, nenhuma cadeira específica. Por isso temos as Mirians (Leitão), os Sardenbergs da vida…que são jornalistas, e não economistas (este foi um mero exemplo de uma determinada cadeira).

    Sou a favor de que, se você desejar ser jornalista, deva estudar sobre a área que anseia pelo tempo determinado pela universidade e depois se “especializar” em comunicação. Esse detalhe inverte completamente as regras. Desta forma, faz-se especialistas sobre assuntos.

    No exterior (nos países onde priorizaram a educação de seu povo anos atrás) este modelo já acontece. O Brasil precisa de uma reforma na educação já.


  26. Diploma é foda.
    No brasil é super-valorizado o diploma, e não o que a pessoa sabe.

    O pior é que ainda tenho que ouvir: “A situação está ruim, na fila para conseguir emprego de lixeiro tem até engenheiro”

    Vai ver o que o infeliz fazia durante as aulas, estudar garanto que não era.



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