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Somos o que somos

4 de maio de 2009

Serial Killer

Navegando pelo LinkLog, caí em uma matéria bem interessante que mostra os maiores serial killers da história e, curioso como sou, fui pesquisar sobre a vida de cada um, em uma busca insana para tentar compreender os motivos que levariam alguém a assassinar centenas de seres humanos de forma fria e calculista. Afinal, é necessário um total desprendimento dos padrões de relações sociais e preceitos morais e divinos para se tornar uma máquina da morte. São eles Pedro Alonso Lopez, Henry Lee Lucas e Ottis Toole. Três homens que, juntos, somam mais de 900 assassinatos oficiais, embora registros indiquem que na verdade esse número seja muito superior.

Pedro, colombiano, ficou conhecido como “O Monstro dos Andes”. Assassinou mais de 300 jovens entre 9 e 12 anos, a grande maioria meninas. Era completamente são e lúcido, mas com sede de sangue. Não é de se espantar a revolta que cause em pessoas como nós, simples homens comuns, após imaginarmos quantas famílias foram destruídas por este descontrolado homicida. Já Henry e Ottis eram companheiros de matança e assumiram a autoria de mais de 600 assassinatos. Porém, diferentemente de Pedro, eles ainda costumavam desmembrar as vítimas e espalhar seus pedaços.

A pergunta que me faço é: o que levaria um ser humano a atingir tal nível de indiferença em relação à vida? Estudando um pouco sobre o passado dos três, contudo, cheguei a conclusões relevantes.

Serial Killer

Pedro Alonso Lopez era filho de uma mãe prostituta e cresceu em meio à promiscuidade. Aos nove anos, foi expulso de casa depois que foi pego acariciando sua irmã mais nova (reflexo de tudo que via). Em seguida, vend0-se sozinho, foi recolhido por um pedófilo e estuprado continuamente. Cresceu assim, como um marginal revoltado, uma pessoa que jamais teve acesso a preceitos padrões do convívio social. Aos 18 anos, preso, foi espancado no presídio por uma gangue e se vingou matando os 4. A partir daí, ao ser solto, iniciou sua caça a menininhas indefesas.

Já Henry Lee Lucas foi além. Sua mãe era prostituta e seu pai era um homem sem as duas pernas. Apanhava a todo momento e sem razão aparente, a ponto de ter ficado em coma por três dias após uma surra com uma prancha de madeira. Sua mãe era tão louca que obrigava Henry e seu irmão a assistirem-na transando com vários homens e ainda vestia o menino com roupas femininas e o enviava para a escola, onde era humilhado constantemente. Devido a todos esses horrores, Henry começou a praticar atos sádicos ainda criança. Aos 13 anos de idade, tinha relações sexuais constantes com seu irmão mais velho e ambos se divertiam com bestialidades e torturas de animais (gostavam de cortar a garganta de pequenos mamíferos e depois tinham relações sexuais com os cadáveres).

É absolutamente inquestionável a influência da criação nestes seres humanos. Até onde vai sua culpa? De que forma poderíamos condenar pessoas como estas? Realmente, é um assunto extremamente controverso. Da mesma forma que queremos e exigimos a punição para este tipo de conduta, não podemos deixar de sentir pena e observar que, em uma análise fria, eles também são as vítimas. Suas ações são reflexo de uma possível sociopatia gerada pelos horrores vividos na época crítica de suas existências, a formação do caráter e associação dos valores morais. É óbvio que a socialização de indivíduos como estes torna-se impossível, vendo-se necessária a reclusão.

Mas e Deus? Condenaria ao famoso fogo eterno alguém sob estas circunstâncias?

Serial Killer

É exatamente nessas horas que conseguimos enxergar o verdadeiro poder de Deus, tão criticado neste blog sob o ponto de análise religioso, sobre o homem. Fictício ou não, Ele é responsável em grande parte pelo controle da humanidade, que em suma maioria é incapaz de diferenciar o certo do errado somente por valores próprios, vendo-se necessária a existência do divino e seu caráter punitivo. Ou seja, “não matarás” e se o fizeres, queimarás pela eternidade.

Lendo o livro Freakonomics (recomendo), observei através de estatísticas o índice de criminalidade proveniente de filhos indesejados. O número é tão assustador que foi provado, no papel, que a redução em mais de 80% dos crimes nos Estados Unidos na década de 90 foi resultado da legalização do aborto 18 anos antes. Em uma sociedade não tão presa a preceitos religiosos, as mulheres pobres e completamente desprovidas da capacidade de alimentar uma vida, abortaram, reduzindo drasticamente o número de filhos indesejados. Com isso, a criminalidade despencou dezoito anos depois.

Este é um tema sem conclusões fixas, mas que servem para alimentar nosso pensamento e, principalmente, nossos questionamentos. Afinal, se há uma conclusão sábia já alcançada, foi a premissa de Rousseau: “Todo homem é bom, o meio é que o corrompe”. E, muitas vezes, o “meio” está dentro de casa.

No fim, pensem por um segundo e reflitam se seus pais não merecem o mais sincero e honesto “obrigado”. Vocês são o que são, não são?

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66 comentários

  1. Cara, texto muito bem escrito, como sempre. O tema é realmente muito interessante e já fiz eu mesmo uma boa reflexão sobre isso. Mas a conclusão que eu cheguei, diferentemente de Rousseau, é que “Todo homem é egoísta por natureza, o meio é que o molda”, ou seja, todos somos (em maior ou menor escala) egoístas. Dependendo do tipo de meio em que vivemos, ou seja, tipo de educação, valores, cultura etc. nos tornamos menos ou mais egoístas. Esse egoísmo inerente ao ser humano faz com, as vezes, sejamos maus. Não digo que o ser humano é mau por natureza, mas, sim, egoísta.
    Como pode ser visto em qualquer caso de guerra ao redor do mundo, quando as normas sociais são qubradas o pior do ser humano aflora, evidenciando esse egoísmo (e quem sabe, subsequente maldade).
    Mas isso é só minha opinião. Já conversei com muita gente que discorda veementemente comoigo.
    Um abraço

    ————————————————————–

    Victor, se você estudar um pouco sobre sociedades absolutamente diferentes do que está acostumado, perceberá que o egoísmo não é inerente ao ser humano. Estude os índios e suas formas de socialização, por exemplo.


  2. Texto sensacional.


  3. Deus!? Não é por nada não mas, acho que você já deve ser maior de 18 anos, é bem… Crei-o que já passou da idade de você ficar acreditando em amigos imaginarios!

    ————————————————————

    Leia mais o blog e você entenderá minha posição sobre a existência, ou não, de Deus.


  4. Excelente post,faz refletir muito sobre esse tipo de coisa.Tenho bastante vontade de ler o livro Freakonomics há algum tempo e agora minha vontade só aumentou.
    Discordo de você somente em alguns poucos pontos.Eu não acredito que a sociopatia desses serial killers foi gerada no ambiente familiar.Sociopatia comprovadamente envolve algumas partes do cérebro(principalmente a responsável pelos sentimentos,como culpa) que funcionam,em sociopatas, diferente de pessoas normais,é algo físico,não somente psicológico.Nada gera isso,as pessoas nascem assim,simplesmente.Agora é óbvio que o ambiente contribui,e MUITO.Talvez se Henry Lee Lucas tivesse sido criado em um ambiente saudável,ele seria o tipo de sociopata que engana,que mente,o que,aliás,é o tipo mais comum,aquele que não mata.Dado o ambiente horrível em que ele foi criado,ele se tornou a pessoa extremamente cruel e desumana que ele foi.Por causa da minha opinião em relação a sociopatia,também não concordo totalmente com a premissa de Rousseau,apesar de que,pra maioria das pessoas,ela se aplica.
    Em relação a todo o resto,realmente,ótimo post,devemos mesmo dizer “obrigado” a nossos pais,porque é graças ao ambiente em que eles nos criaram(no meu caso,ainda criam,já que tenho 13 anos) é que somos o que somos.


  5. Muito bom esse texto, provavelmente o melhor que já li nesse blog. Eu sou contra o aborto, mas creio que os filhos indesejados, quando criados em um ambiente de violência e desprezo, tendem a ser marginais. E também concordo com a idéia de que a religião tem o papel de “civilizar” o homem, mesmo que isso tenha efeitos colaterais (:P) conhecidos….


  6. Que loucura. É mesmo impossível desassociar a influência do meio, principalmente nos casos que você citou. E não quero nem imaginar os casos que teríamos se boa parte da huanidade não vivesse sob o medo do “divino”. Apesar de ser um cético, tenho a consciência que isso tem sido fundamental pra manter as sociedades dentro de um certo nível de controle.

    A pesquisa do livro Freakonomics citada por você foi matéria da Globo na época do lançamento do livro. Intrigantes os resultados que o autor chegou, e tão importantes que poderiam até servir de base para futuras decisões políticas.


  7. Olha cara, eu não vejo essas coisas com os mesmos olhos. Eu não sinto isso:

    “revolta que cause em pessoas como nós, simples homens comuns, após imaginarmos quantas famílias foram destruídas por este descontrolado homicida.”

    E nem isso:

    “não podemos deixar de sentir pena e observar que, em uma análise fria, eles também são as vítimas.”

    Não sinto essa revolta toda com os assasinos em questão, pelo contrário, acho interessante suas ações. Eu sempre quis matar alguém, para dizer como é a sensação do sangue correndo mais rápido, e do coração batendo desenfreadamente, e depois ser chamado de “frio” e “calculista”. Essas palavras fazemj com que as pessoas tenham medo, e achem que eu sou perturbado, louco, ou algo assim. Mas eu discordo (como to louco, huahuahauha). Apenas não tenho essa “paixão exacerbadamente eloquente” pela vida, principalmente se for pela vida alheia.

    Minha mãe é professora, e sempre me deu uma ótima educação. Meu pai, está trocando de emprego regularmente, e atualmente trabalha em escritório. Eles são separados, e quase nunca vejo meu pai (tenho 15 anos). Fora isso, sempre tive uma estrutura familiar impecável, e educação de uma forma que o povo brasileiro não está acostumado a ter; incluíndo um gosto pela leitura, capaz de desenvolver a capacidade abstrativa do indivíduo, e de “espandir seus horizontes”. Eu, perfeitamente, mataria sem dó nem piedade uma menininha indefesa, chorando com sua bonequinha na mão. A maioria das pessoas não, pelo contrário, elas me linchariam por “tal atrocidade”. Apesar de não ter tido essa “vida de cão” dos assasinos em série citados, eu poderia muito bem fazer o que eles fizeram (tirando a parte das viadagens, e de estuprar um mamífero morto, e de cortar os corpos em vários pedaços, pois não tenho muito estômago pra isso). Acho que esta questão, no meu caso particularmente, tem muito a ver com os conceitos éticos e religiosos da pessoa; enquanto no seu texto eu estou vendo praticamente um padre falando, de tanta “moralina” presente, eu sou um cara sem a mínima ética (ta bom, eu tenho sim, mas tento me livrar deste pouco) e ateu.

    Enfim, se você vir no noticiário “Jovem mata 60 em São Paulo e depois se mata”, pode suspeitar de já ter batido um papo com esse cara.

    Por fim, pra não ficar mais longo do que já está, gostaria de dizer que eu não sou perturbado, mas apenas não tenho a mesma visão do resto da sociedade.

    ————————————————————-

    O seu tipo de comportamento não condiz com a essência própria do equilíbrio humano, absolutamente necessária para as relações sociais.

    Por favor, procure um psicanalista e inicie um tratamento, você tem 15 anos.


  8. me pergunto se eles não seriam um tipo de “enviado divino”.
    como vc mencionou, eles em parte são vítimas, jogando além, não seriam “anjos vingadores”?


  9. Por isso sou 100% a favor do aborto.

    ——————————————————————-

    Bruno, vale frisar que o objetivo do texto não foi defender o aborto, até porque o comportamento mudou por conta de princípios da cultura americana, onde a classe menos favorecida realiza o aborto como forma de preservação da criança. No Brasil, os preceitos religiosos são MUITO fortes, a ponto de que, com a legalização, somente o que veríamos nas clínicas de aborto seriam as patricinhas que esqueceram de usar o preservativo com os peguetes.

    Então não, a legalização do aborto não resolveria o problema da criminalidade no Brasil como resolveu nos EUA.


  10. Sem palavras, ótimo artigo Felipe.


  11. Um dos melhores posts que já li aqui, sem brincadeira, me fez parar e pensar sobre o meu comportamento para com os meus pais, e nossa, nem preciso dizer mais nada, ótimo post.


  12. Adorei o post, de verdade.
    É um tema bem complicado. Mas acho que não pode colocar a culpa só nos pais. Primeiro pelo fato que se a gente pensar assim, os pais também podem ter sido vítimas, ninguém procurou saber disso. Segundo que muitas outras pessoas também tem grandes problemas em sua criação, mas mesmo assim não saem por aí matando um monte de gente. Tem muito mais envolvido nisso.
    Acho que o pior de tudo é que essas pessoas foram transformadas em lendas. E claro que muitos, a maioria provavelmente, irão considerar isso uma atrocidade, mas ainda haverá aqueles que resolverão se espelhar neles. E isso é assustador.


  13. Cara, Deus existe e não é um amigo imaginário como disse o colega acima, claro que tem todo o direito de Nele não acreditar. Ele é justo acima de tudo e sabe com certeza o que passa na cabeça desses neguinhos pertubados que matam, estupram e saem rindo… Se todo filho de puta com o pai vagabundo virasse serial killer, no Brasil e no resto do mundo teríamos uma população muito maior desses “seres”. Todo político é filho da puta e até hoje, no Brasil, nenhum foi condenado por crimes em série.. .aeuaueauea… Não podemos confudir Deus com religião e religiosidade… Abaixo a religião! rsrs… Foi nem de perto um dos melhores posts que li aqui… Abraços!


  14. Mais uma vez parabéns


  15. Felipe, seu texto está excelente. Gosto muito de ler coisas que falem sobre comportamento humano, pois é a forma que podemos entender melhor o que acontece no meio em que vivemos. As sociopatias é algo interessante de se analisar, porque não se pode falar com certeza onde começa e onde termina a culpa ou inocência do indivíduo.

    Li a sua resposta ao comentário do Bruno Oliveira Marques e queria que você me respondesse uma pergunta: na sua opinião, o que diminuiria a criminalidade no Brasil? Vale lembrar que você disse que “a legalização do aborto não resolveria o problema da criminalidade no Brasil” porque os preceitos religiosos aqui serem muito fortes.

    Parabéns pelo blog!

    🙂

    PS: O comentário do ‘34129xt’ é bizaaaarro.

    ————————————————————

    Eu não sou nenhum analista criminal, então só posso dizer o óbvio. O combate à impunidade de forma severa e o interesse político/econômico em acabar com o tráfico de forma dura, além da inclusão de obras sociais FORTES para resgatar as crianças da criminalidade e colocá-las para fazer alguma coisa interessante o dia inteiro, como o brilhante projeto dos SESC’s do Brizola.

    Porém, no fim, tudo remete ao mesmo problema: a corrupção, que impede TUDO.


  16. Você não precisa ir tão longe pra ver exemplos de distúbios provocados pela criação. Basta ir numa escola, principalmente uma pública. Minha mãe trabalhou numa por algum tempo e ela me contava de um menino que tinha um pai estuprador que batia na mãe. Bem, esse menino, apesar de ter pouco mais de 7 anos, já causava problemas levantando as saias das meninas. Minha mãe me disse que ele já chegou a tentar levar uma pro banheiro. Na certa, ninguém nunca deve ter explicado pra ele a situacão do pai. Bem, esse foi o exemplo extremo. Normalmente as crianças só eram violentas ou praticavam furtos em razão da falta de uma base moral em casa.


  17. Ótimo texto. As vezes não percebemos o quanto complexo são os casos onde só quereMOS julgar a primeira vista.
    Então cabe a Deus julgar essas pessoas. Todas serão julgadas pela Sua justiça perfeita, pois Ele é perfeito e a sua decisão é e será perfeita para cada uma das pessoas na Terra. Se alguns dizem que essas pessoas vão ao inferno e sofrerão eternamente, ou se alguns dizem que isso são consequencias perdoáveis e eles receberão o maior galardão igualmente aquele que teve toda a sua vida toda reta perante o Senhor, NÃO IMPORTA! Cabe somente e unicamente a Ele julgar. E não a nós.


  18. “(…)essência própria do equilíbrio humano”

    O que viria a ser isso? Você acha que não tem ética, ou preceitos religiosos fortes “envenando” sua mente é “desequilibrado”? Achas que eu deveria procurar um psicólogo, mas não vejo por que; não abstrairía muitas vantagens de uma análise psicanalista sobre o meu modo pensar. Pelo contrário, talvez isso me tornasse mais “moralista” – coisa da qual eu tento fugir com veemência surpreendente. Minhas relações sociais são ótimas. Não há ninguém com quem eu brigue constantemente (a não ser quando eu tiro notas ruins na escola, né?) ou que eu odeio. “Odiar” é um sentimento muito forte; as pessoas que odeiam outras pessoas fazem mal a si mesmas, antes de o fazer aos outros. Como diria Buda Sidarta Galtama:

    “Desejar a desgraça de alguém, é a mesma coisa do que tentar matar uma pessoa que está atrás de você, atravessando uma espada pelo ventre”.

    Ariane!: Bizarro? Não entendi!

    No mais, só gostaria de dizer que quem é “diferente” não é louco, ou perturbado. Assim sendo, quem tem síndrome de down, ou síndrome de Savant é maluco, e aos nossos olhos os tibetanos são doentes.

    Usem LINUX!

    Sem mais delongas,

    “34129xt”

    ————————————————————–

    Você ainda aprenderá muitas coisas com o amadurecimento… Ainda tens traços da rebeldia adolescente que nos controla aos 15 anos. Mas um dia perceberás que as coisas que você citou no outro comentário são necessárias de tratamento. E um dia você fará.


  19. Concordo com o texto, mas em partes concordo também com o cara do comentário psicopata.

    Não tenho RAIVA ABSOLUTA nem NOJO nem PENA dos assassinos aí, até porque não ME atingiram em nada. Eu teria uma dessas sensações caso matassem um ente querido meu, ou algo assim.

    E também não tenho essa PENA das 900 pessoas e famílias, já que também não me afetou em nada. Pra eles, são famílias. Pra mim, são 900 pessoas qualqueres dentre 6 bilhões que eu não conheço.


  20. A questão “sociopata” certamente tem ralações com os pais e com a sociedade que se vive.
    Não curti mto o Freakonomics, apesar de levar a uma conclusões bem interessantes (principalmente sobre a KKK e essa do aborto).
    Mas o caso é que não se pode realmente auferir a nossa “ética” à intervenção divina. Talvez seja ela a capaz de criar um modelo de certo/errado, mas é algo que foi estipulado como certo e não que se criou por uma sociedade racional.
    As aberrações cristãs tratam o mundo de uma forma absoluta, querendo criar uma moral universal. Se você estiver falando de culturas ocidentais é válido, mas para o resto do mundo, não.
    Basta ver como os esquimós tratam aqueles que feriram suas famílias, como os próprios índios tratam as crianças que nascem com deformidades. Não pode-se colocar essas sociedades como algo universal e tratá-las como primitivas e “bestiais”, na medida em que elas não seguem nossos padrões.
    Não se pode dizer que os assassinos que não tem senso moral, os seus pais é que mostraram uma moral “desvirtuada”. Eles seguem uma moral, uma ética. O problema é que nós esquecemos que quando se fala em ética, não se trata da nossa e sim do outro.

    http://viagemaleatoria.wordpress.com/2009/04/20/o-outro-em-mim-mesmo/


  21. bom texto, um assunto realmente interessante, a culpa afinal, nao cabe totalmente ao “serial killer” e sim a sociedade/meio que o fez deste jeito.
    assim como tambem ocorre em roubos, quando alguem rouba comida para poder alimentar sua familia. Pois o governo tirou seu trabalho ou algo assim.
    achei que foi desnecessario vc citar Deus no meio.

    mas concordo contigo nessa parte:
    “Eu não sou nenhum analista criminal, então só posso dizer o óbvio. O combate à impunidade de forma severa e o interesse político/econômico em acabar com o tráfico de forma dura, além da inclusão de obras sociais FORTES para resgatar as crianças da criminalidade e colocá-las para fazer alguma coisa interessante o dia inteiro, como o brilhante projeto dos SESC’s do Brizola.

    Porém, no fim, tudo remete ao mesmo problema: a corrupção, que impede TUDO.”

    A corrupção realmente fode tudo,
    dai os assassinos (e qualquer um que quebre alguma lei) sao presos, e em vez de se recuperarem, acabam só ficando piores, e no final é como uma bola de neve.

    apesar de algumas coisas que vc fala, gosto bastante do seu blog no geral.


  22. Muito bom o post. Não conhecia os 3 figuras, vou pesquisar sobre eles.
    mais adorei o post.

    ——————————————————————————————-

    Felipe estou com um blog, estamos no post de apresentação ainda, mais se der para dar uma olhada e um apoio.

    Obrigado.


  23. O texto tá otimo. Curto ler seu blog porque ele (quase sempre) traz em palavras as coisas que sempre me questionei.
    O único trecho que posso protestar é o que fala sobre o aborto. Alguém já parou pra pensar que talvez nem todo mundo que seja filho indesejado necessariamente tenha que virar bandido? Quantas pessoas excepcionais esse planeta já perdeu por causa do aborto? Quantos gênios da música e de outras formas de arte ou até mesmo das ciências. Existem outras soluções. Entregue pra adoção, dê à outra família que esteja interessada em cuidar dele, mas não tome a decisão radical de matar o bebê.

    ————————————————————-

    Eu apenas mostrei um dado concreto sobre um FATO nos Estados Unidos, onde o aborto diminuiu drasticamente a criminalidade.


  24. Os 3 olhos no topo da material sao muito lokos…


  25. Leonard: “concordo também com o cara do comentário psicopata.”

    Rachei de rir aqui em casa…

    Bom, apesar da questão da minha idade, não acho (talvez pela idade – irônico, não?) que eu vá, um dia, achar que isso faça com que eu vá para um psicólogo. Não me considero “rebelde”, pois acho que isso é extremamente ridículo. Agora: Que coisas são essas que eu aprenderei com o amadurecimento? =p

    Murilo: Apesar de nem todas as crianças indesejadas se tornarem bandidos, em suma, eles fazem parte da população mais carente – o cerne de nosso país. Sem muitas condições financeiras, é provável que a maioria deles vá se tornar um ladrão, ou algo assim.

    34129xt


  26. Nossa,o comentário do “34129” é MUITO bizarro.É muito complicado entender como alguém se vê matando uma criança sem dó,se ele estiver mesmo falando a verdade.E não se trata de nada religioso,já que sou atéia.É simplesmente absurdo,imoral,pensar que tem gente que tem tão poucos princípios morais.


  27. mesmo assim isso não quer dizer que seja uma porva concreta. só uma probabilidade que foi qustionada por muitas pessoas na época do lançamento do livro.


  28. Bom,sei lá.Será q sou psicopata?!Oh,God.Bom,de qqr maneira,eu não matando ngm,td beleza,né não 34129xt ?!
    xD
    Mas,de verdade,me interesso muito pela mente dos que não têm valores morais.O mais interessante é ver que não é um impulso,é algo planejado…Gostaria de entender.Acho que o que eles não têm é…Como se diz…O freio que nos prende.Freio,porque vai me dizer que você nunca quis esganar alguém?!Mas não esganou(imagino =p).Eles não possuem esse freio que a sociedade acaba nos dando,sei lá,é a minha teoria.Acho interessante esse modo sádico de ver a vida alheia.
    =D
    Ai,cara***,sou doente.
    D=


  29. Qual é o problema que as pessoas vêem na ausência da moral? Alguém aqui já leu Nietzsche?

    São pontos de vista diferentes. Bem como alguns dizer que azul é mais bonito que preto, e branco fica melhor que amarelo, a ética e a moral são subjetivas.

    Enfim, “leninhah”, não mate ninguém, pois você pode ir presa :).


  30. olha, sou a favor do aborto, mas nunca tinha visto por esse ponto, pois nunca cheguei a ver dados como esses que você citou.

    parabéns, mais um ótimo texto.

    Infelizmente eu conheci gente que foi criada desse jeito
    São 5 irmãos, filhos de uma prostituta “casada” com o irmão da minha tia.

    2 meninos, os mais velhos, viam o pai e a mãe transando com a maior normalidade, e por isso, o mais velho estuprou o seu irmão.

    É chocante ver como hoje ele é todo quieto quando não tem seus irmãos por perto, porém quando surge uma bagunça ele tá sempre lá, seja brigando no colégio ou batendo boca com a minha tia.
    (Minha tia, uma ótima pessoa, resolveu adotar os 5, sem contar que já tem 4 filhos e 1 neto)


  31. Bom, só pra ressaltar que a família não é a única base que uma pessoa pode ter. Muitas vezes, crianças criadas em ambientes violentos não se tornam necessáriamente adultos violentos. Ou o oposto: quando crianças criadas em ambientes normais se tornam cidadãos violentos/infratores. Um bom exemplo é Hitler, que, até onde eu sei[me corrijam se eu estiver errada!] cresceu numa família normal e queria ser artista. E, mesmo se não tivesse crescido, sua irmã, Paula Hitler, não desenvolveu uma personalidade tão cruel quanto o irmão.

    E, como sempre, o texto está ótimo.

    Abs.

    ps. “34129xt”, vá se tratar porque, definitivamente, você não é normal


  32. “34129xt”: Honestamente, não me leve a mal… mas, você se expressou de uma forma que eu considero, devido a minha criação, muito fria e calculista. Sério, cara. Isso me deu até medo.


  33. Felipe,

    concordo plenamente que, no debate sobre a formação psicológica, “nurture” prevalace sobre “nature”. O comportamento do cara tem muito mais chance de ser produto do meio, da sociedade, do que de qualquer anomalia genética.

    Contudo, se você estudasse as “humanidades” mais a fundo, veria que TODAS as sociedades que conhecemos (das tribos sem governantes às democracias ocidentais) possuem algum tipo de organismo controlador, que faz valer as tais “normas sociais”. É a máxima do prevenir para remediar: não sabemos se nossa natureza é egoísta, como afirma Locke, ou se na realidade é Rousseuanina (teoria do “bom selvagem”). No entanto, não arriscamos matarmos uns aos outros e validamos esta norma por meio destes mecanismos de repressão.

    Por isso, não é produtivo adotar, em um dos GRANDES debates- nossa natureza é boa ou má?- uma postura tão universalista quanto a sua. Quando não há argumentos plausíveis para a questão e a dúvida prevalece, o mais prudente é adotar uma postura mais cautelosa. É mais ou menos como o agnosticismo. Relativismo, contanto que não perturbe as questões “morais” de cada um, é uma boa ferramenta para tentarmos clarear a cabeça quando envolvidos em imbróglios sociofilosóficos.

    Sei que seu blog é, em primeiro lugar, um lugar pra expor sua opinião e que por este motivo você pode muito bem mandar-me à merda. Mas é só uma tentativa de te mostrar uma outra faceta destas afirmações absolutas.

    P.S: mesmo com essa visão, que afinal de contas é pautada pela opinião, seu blog se tornou um dos meus favoritos após adotar essa “preocupação” com as “humanidades”. É bom ver uma seriedade desse quilate vinda de alguém tão jovem quanto eu. Continue o bom trabalho.

    P.S 2:” Freakonomics” é irado mesmo, mas o “Economia Sem Truques” consegue ser mais didático ainda.

    Um abraço,


  34. Ai Felipe tenho uma boa dica pra vc compreender mais um pouco o “Maravilhoso” mundo dos Serial Killers.
    Assista a ótima serie Americana Dexter(acho que ela passa na FOX, mas recomendo que vc baixe, pois com áudio original e muito melhor). É a história de um perito forense em sangue do Departamento de Homicídios de Miami que nas horas vagas mata outros assassinos em série para suprir o seu desejo incontrolável de matar.
    E muito interessente, após assistir a 1º temporada, comecei a entender melhor o que se passa na cabeça dessas pessoas e perceber também como a criação e fatos ocorridos na infância podem deixar o ser humano desse jeito.


  35. Concordo com quase tudo o que você falou, especialmente no fato de ser o meio quem corrompe o homem, só não aprovo a visão de Rousseau aprovada por você.
    Eu sou mais a favor da corrente que fala que o homem já nasce mau, corrompido. Só depende do meio em que ele vive para ele continuar bom, ou se tornar mau.
    Não me considero um católico fervoroso, e até condeno algumas ações dos mesmos, mas agradeço à Deus todos os dias pelos meus pais, seus ensinamentos e a educação que me deram.


  36. Parabéns Felipe, excelente post.Sempre tive a mesma opinião a respeito deste tema, acho que o meio realmente tem a capacidade de corromper o homem.Falando de Deus, penso que não cabe a nós tentar interpretar a situação como se fossemos ele, inclusive porque o juízo de Deus é diferente do juízo dos homens, vai além de nossa compreensão.Para Ele todo pecado é igual, ou seja, não existe diferença entre um Serial Killer e alguém que conta mentirinhas bobas de vez enquando, por exemplo.Não existe “pecado pequeno” ou “pecado grande”.Para Deus, pecado é pecado.A visão que temos de, digamos, atos “perdoáveis” e “imperdoáveis” é baseada no que você mesmo disse, nos valores próprios, nos valores do homem.
    A questão de “não matarás, ou irá para o inferno” é pura ilusão.Todos os pecados estão perdoados desde o momento em que Jesus morreu na cruz, aliás, esta foi a finalidade de isto ter acontecido, segundo a bíblia.Depois vem a questão do arrependimento, mas essa já é outra história.
    No mais, meus parabéns pelo blog, vem gerando muita polêmica(suponho que você adore esta palava, hahaha), e, apesar de não concordar com algumas coisas que você diz(o que não quer dizer que eu seja 100% desfavorável à sua opinião), respeito a sua visão de mundo e gosto sempre de ler o que aparece por aqui.
    (Obs: não expus a minha opinião a respeito da existência de Deus, rs.)


  37. segundo algumas investigações acho que cheguei a identidade do pequeno terrorista “34129xt”, joguei no google e achei um forúm LINUX com esse perfil ”http://biglinux.com.br/forum/profile.php?mode=viewprofile&u=4512”, nele consta o seguinte email ”caiquetosco@hotmail.com”, joguei no orkut e achei um profile de um adolescente REALMENTE perturbado “http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=1598432576690973601”. Sim, eu sou foda!


  38. Primeiro acesso meu e achei ótimo teu texto.

    Parabéns.


  39. JamesBond – não, você não é foda. Qualquer um com QI acima de -30 é capaz de fazer isso. Mas como você foi o único a ter a idéia, tem seus créditos – talvez você seja foda. Não acho que aquele perfil demonstre um adolescente perturbado. Ele apenas quer chocar as pessoas com aquela imagem de cristo com chifres (o que já me rendeu ameaças), e ver qual a reação de quem vê sua foto, que foi transformada pelo photoshop, na imagem do capeta.

    Ariane! – Isso é bom ou ruim? Ser frio é bom, desde que você não demonstre a outras pessoas, pois assim pode acabar em maus lençóis. É como ser egoísta ou justo: O egoísta sempre tirará proveito das situações, e o otário do justo não. Basta o egoísta fazer isso com moderação, para que não percebam seu egoísmo, e ele possa ficar com as duas vantagens: a do egoísta, que tira vantagem das pessoas e situações, e a do honesto, que é visto com bons olhos pelos outros.

    Lycka – Por que eu iria querer ser “normal”? Na realidade, sob o ponto de vista de um psicólogo, é bem provável que eu seja mais normal do que você; Pois, para um psicólogo, “normal” é aquele que nunca sofreu um trauma grande. Me encaixo perfeitamente nesta descrição, ao lado de 8% dos brasileiros. O resto, pouca coisa de normal tem.

    Eu sei que isso já foge um pouco do tema dos “Serial killer”, mas ainda assim falarei. Como pode esse povo ser tão preso a um conceito imaginário tão tosco, que apenas os prejudica como entes singulares, e beneficia a sociedade como um todo? A ética vos envenenou. A moral é sua inimiga. Saibamos diferenciar o “bom” do “ruim”, e que não existe o “bem” e o “mal”. Aquele vos fala, liberto está da “terrível” prisão imaginária que a moral e a religião impõe, na qual vocês estão presos. A religião, ainda impõe mais uma “idiotice”: Deus. Deus, meus amigos, nada mais é do que o asilo da ignorância humana.

    Voltando ao assunto, deve ser terrível para um destes serial killer ser preso, não? As pessoas o odiarão, irão desejar exacerbadamente que sejas sadomisado, torturado, e morto empalado. Essa pressão psicológica deve acabar com qualquer um. A morte é a melhor pena para um cidadão como esse: É isso, ou ficar em um manicômio ou uma prisão pelo resto da vida, até que algum “justiceiro” te mate.

    Será que os jogos também influenciam a “criação de um serial killer”? Jogos de cunho extremamente violento, como GTA, Rapelay, Postal, Man hunt, etc. tem o poder de influenciar determinadas pessoas a cometer esses atos de “extrema crueldade”? Fica a pergunta, para quem quiser responder, e para você, cara que eu esqueci o nome, criador do blog, dar sua opinião a respeito.

    ————————————————————

    Acho que para alguém que se diz tão frio e calculista, você está bem alterado pelas emoções a ponto de fingir que esqueceu meu nome como tentativa desesperada de me diminuir. Só que ficou cabulosamente tosco.

    Sobre os jogos, não há nada comprovado, mas eu jamais deixaria meu filho jogá-los antes de completarem pelo menos 16 anos. Sei lá, vai que eles ficam assim parecidos contigo.


  40. Ariane: ““34129xt”: Honestamente, não me leve a mal… mas, você se expressou de uma forma que eu considero, devido a minha criação, muito fria e calculista. Sério, cara. Isso me deu até medo.”

    HAUHAUHUAHUAAHUAHUAHUHAUHAUHUAHAHUAHUAHHUAHAHAHAUHA

    Ser frio, ser lógico, ser calculista e não se deixar afetar por coisas como “Assassino mata 300 garotinhas” é mil vezes melhor do que ser… bom, melhor do que se deixar afetar por coisas como essa.


  41. Acompanho este blog desde o início, sempre achei textos espetaculares aqui, mas nunca tinha parado pra digitar nenhum comentário (preguiça talvez). Mas esse texto me fez refletir MUITO! Me senti na obrigação de deixar aqui meus parabéns.


  42. Também é legal citar as pesquisas do cientista Martin Monestier, conhecido como pesquisador do bizarro, que diz:
    “As crianças assassinas são, para mim, uma prova da maldade congênita do indivíduo. Não é a sociedade que perverte – ela mantém os indivíduos em comportamentos aceitáveis.”
    Ele argumenta que se as crianças não aprender os valores morais com os pais ele pode sim se tornar um assassino.

    Para ler uma entrevista do pesquisador francês:
    http://super.abril.com.br/superarquivo/2003/conteudo_299337.shtml


  43. Eu não fingi que esqueci seu nome – na realidade, eu nem o citei vez alguma! Apenas li que alguém escreveu.

    E eu não me disse “frio e calculista”, eu disse que minhas palavras poderiam fazer com que pensassem isso.

    E quando dizes:

    “Sei lá, vai que eles ficam assim parecidos contigo.”

    Queres dizer exatamente o quê?

    ——————————————————-

    Que se um filho meu ficasse como você, eu viveria o resto de meus dias arrependido do péssimo trabalho que fiz em sua educação.

    Por isso, repito: procure tratamento. Não para ser normal, mas para eventualmente, amanhã, não fazer alguma idiotice.


  44. O post me fez refletir em algo que sempre apostei, na base familiar, educacional para a formação da personalidade e do carater, eu aposto nisso, acho que o caminho para melhores resultados seria bem começado se fosse por essa vertente, mas quem somos para mudar? Fazemos por nós mesmos e no máximo por alguns dos que estão a nossa volta… não é regra que todos criados nesses parâmetros se marginalizem, tampouco os que tem a estrutura familiar boa serão civilizados, mas acredito que este seja um caminho! Parabenizo-o pelo post!

    Ademais, certa vez ouvi que pessoas que se dizem radicais, rebeldes sem causa, tem o desejo de chocar a todos e ser O diferente etc nada mais querem do que chamar a atenção, são carências enrustidas, acho que isso já pudemos notar também por aqui.

    Só o que eu realmente gostaria de entender, que tenho observado, já que não se acredita em Deus, que Ele tenha algum poder ou força sobre o mundo e a humanidade, por vezes que Ele não exista e não esteja ciente do que está acontecendo, que muitas pessoas são iludidas e enganadas pelo que não existe, pelo fanatismo e ignorância etc… por que citar tantas vezes o seu nome? porque as abordagens sempre pendem para isso? porque se “atacar” tanto o que não existe?
    não entenda como uma defesa ou alguma fanática se manifestando, como é fácil de tratar quem se manifesta sobre isso, mas li muitos textos nos ultimos meses e vários que abordavam 1001 razões para que Deus não existisse… por que raios então falar tanto do que não existe ou não interfere em nada na crença, opinião, visão de vocês??? Realmente eu gostaria de entender, não leve a mal, nem como um ataque, mas isso me instigou diante de tantas citações do nome de Deus em tantos artigos ultimamente!

    Abçs.


  45. Muito bom mesmo esse texto !
    Concordo com quase tudo, não acho que um serial killer fica desse jeito apenas por causa da educação que recebe. Claro que isso influencia , e muito, mas não é tudo. pra mim as pessoas já nascem com um lado “mau” que é maior ou menor em cada pessoa, e vai se desenvolvendo ao longo da vida, de acordo com as experiencias que sofre.
    O comentário do 34129xt é totalmente bizarro ! porque ou ele é realmente uma pessoa pertubada (e perigosa) ou é apenas um adolescente tentando aparecer, e achando que vai parecer mais homem se falar que mataria pessoas sem dó nem piedade. de qualquer modo deveria ir a um pscicologo !


  46. Lance a campanha: adote um serial killer….

    tadinhos…

    hauuhauauauahua


  47. A psicopatia é um transtorno de personalidade descrito pela psiquiatria (sobretudo a forense) e não um fator meramente ambiental.

    Os psicopatas estão em nosso meio, e muitos são totalmente sociáveis, mas com alguns comportamentos anti-sociais. Sem dúvidas o meio influencia muito o grau da psicopatia, mas é necessário que se tenha um condicionamento psíquico.

    Dessa forma, desculpar os psicopatas de seus crimes, significa culpar o meio, a criação, a genética: fatores formadores do caráter. Logo, trocar seis por meia dúzia.


  48. Felipe, o texto está perfeito…maaaaaaaaas, aquela foto do palhaço me fez ter calafrios aqui…


  49. “34129xt” Você é louco.
    Mas, apesar de tudo você se expressa de uma maneira que nenhum garotinho de 16 anos conseguiria, na minha opinião.
    Mas mudando de assunto, o post esta realmente perfeito. Parabéns.
    aquela foto do palhaço me fez ter calafrios aqui… [2]


  50. Esse 34129xt (???) só quer chamar atenção, coisa de adolescente mesmo… Deixem-no gritar e espernear sozinho que ele já se cansa.
    Que fase difícil essa!


  51. minha mãe jamais aceitaria minha opção sexual
    ela é uma cristã cega e abomina o que eu sou
    enfim, claro que não sabe e jamais quero q


  52. Texto belíssimo, como todos os que você escreve. A sociedade é algo estranho. Nos impõem coisas que, muitas vezes, não aceitamos e discordamos.

    No caso desses homens, sofreram na infância e se rebelaram na adolescência. Todos podem passar por isso. E aposto com você que as mães desses “monstros” também sofreram na infância, formando o efeito cascata.


  53. Geisa says: Esse 34129xt (???) só quer chamar atenção, coisa de adolescente mesmo… Deixem-no gritar e espernear sozinho que ele já se cansa.
    Que fase difícil essa! [2]


  54. […] os exemplos sórdidos dos serial killers e os casos onde as mães são de fato insanas ou infelizmente não existiram (por motivos de morte […]


  55. Sou mais adepto da teria de locke[tábula rasa]
    para explica melhor os argumentos apresentados no texto.
    Não creio que o homem nasce necessariamente bom.
    entretanto é preciso entender que o fato do meio condicionar o individuo não significa que este não possa mudar o rumo de da sua historia.
    Por exemplo, as crianças que conviveram com a guerra do vietnã e viram seus pais sendo mortos basicamente por uma ideologia.Todos viraram assassinos?.
    As crianças da Bosnia que nasceram de um estupro dos servios para uma limpesa etnica, virarm assassinos?. Aprenderam a seguir em frente.
    e isso eu chamo de Deus… mas nosso problema é sempre culpar a Deus pelas exceçoes e nos esquecemos de olhar em volta e ver a quantidade de gente que poderia virar mais não virou.


  56. Lendo isso, queria recomendar um livro. “A Cabana”. Não sei se tem muito a ver… mas de qualquer forma acho que vale a dica.
    abraço.


  57. e digo mais, Brizola o melhor presidente que o brasil não teve.


  58. Felipe, já que vc também se interessa por essas anomalias indico a leitura de “Serial Killer – Louco ou Cruel” de Ilana Casoy. O livro é extremamente interessante. A primeira parte mostra as teorias que tentam explicar tais brutalidades e a outra relata treze casos famosos de homicidas em série.
    Gosto muito dos seus textos, acho que são muito bem escritos e, principlamnte coerentes. Entretanto notei que você mencionou “… recolhido por um pedófilo e estuprado continuamente.” Como reza Art. 213 do CP Estupro é – Constranger mulher à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça. Portanto, nesta caso, o melhor a dizer é que ele sofreu atentado violento ao pudor.
    Até a próxima.
    PS.: Não tive como ler os comentários, então se alguém já deu a dica, favor desconsiderar. Bjo!


  59. Mto bom cara! Comecei a ler seu blog recentemente, e tenho q dizer q adoro seus textos! Continue assim! ;]


  60. … Não é apenas saber ler para ler Nietzsche, tem que saber interpretar o que ele diz e não distorcer em próprio favor. Será tão dificil?


  61. Maravilhoso seu texto!…Nada mais, nada menos que sensacional…


  62. Bom texto, bem escrito e argumentado, mas a temática é antiga já, a ciência ñ consegue explicar os serial killers e psicopatas e muitas outras coisas. Isso pra mim é o mal em estado puro. O meio parace ter influenciado mesmo para a caracterização desses individuos, mas o processo inverso ñ é possivel. Então, o que não é influenciado pelo meio deve ser eliminado. Só ñ entendi a lógica do 34129tx(robô?) tirar proveito em matar pessoas como garotinhas indefesas. E acho q a ética é um valor universal, ñ existe isso de cada um tem a sua, seria o mesmo q dizer q cada um tem a sua lei da gravidade. Se fosse assim ñ haveria sociedade… Ser justo ñ é ser otário, e inclusive acho justo decepar a cabeça de um fdp criminoso, e faria isso eu mesmo para ser coerente.


  63. Recomendo a edição especial da “Superinteressante – Mentes Psicopatas” desse ano, além da edição de outubro de 2003.


  64. […] assim como todos os serial killers que já estudei, era nitidamente uma vítima social, nascido em um local de completo desprendimento dos padrões […]


  65. Concordo com o vc, mas tenho algo mais a dizer:
    Creio que todo homem nasce com um ‘ponto negro’ dentro de si, que é a chave para torna-se criminoso, afinal todos ja tivemos vontade de bater, de pegar alguma pra nós, talvez até de matar um desafeto. Mas conseguimos controlar esse ponto negro, e não deixamos ele crescer e nos dominar.
    Axo que com quem comete qualquer delito não consegue controlar esse ponto negro, e ele fica mais forte que o homem, e creio que ele passa a moldar os pensamentos desse homem não só na hora de cometer um delito, mas em todas as suas futuras atitudes, pois um ladrão não furta uma única vez, um estuprador não estupra só uma menina, e um assasino não tem mais medo da morte.
    Por isso axo que as pessoas precisam sim serem presas, mas esse processo deveria ser de ressocialização, o que nunca ocorre.
    E concordo quando vc diz algo sobre Deus, pois realmente, a sociedade só chegou onde está hoje graças as imposições da religião.
    Um livro que gosto muito é A Cidade Antiga, de Fustel de Coulanges, que retrata a organização da sociedade, e graças a religião.


  66. […] assim como todos os serial killers que já estudei, era nitidamente uma vítima social, nascido em um local de completo desprendimento dos padrões […]



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