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A lição do strogonoff

21 de julho de 2009

strogonoff

Aurélio ainda era puro quando confrontou-se com a primeira grande questão pessoal de sua vida. No auge de seus nove anos, não sabia exatamente o que pensar, como agir ou o que identificar como verdade, para ele a única verdade era a de que seus pais provavelmente cortariam a mesada quando o boletim chegasse pelo correio, idéia que o atormentava diariamente. Suas preocupações eram rasas, sua vida ainda estava para ser moldada e ali, sem nenhum tipo de preparo, veio o maior dilema de sua pequena existência.

O domingo finalmente tinha chegado. “Rá! Mais um dia sem preocupação, o colégio não manda boletim no final de semana” – pensou, feliz da vida, indo comemorar a liberdade no campinho de futebol ali perto, local onde sempre deixava um pedaço da tampa do dedão direito. Coitado, era canhoto e não sabia. Mas era persistente, “Um menino de ouro” como sua mãe orgulhava-se em dizer para a Dona Jacira, vizinha barulhenta por quem Aurélio nunca cultivou grande afeto graças às bochechas vermelhas proveniente das apertadas quase maldosas da senhora. O fato é que Aurélio tinha um grande potencial, demonstrado por sua capacidade de persistência e dedicação.

Demorou muito no futebol, foram as câimbras, tratadas pela inconveniente massagem kama-sutra aplicada pelo primo mais velho. Voltou mancando para casa, a hora do almoço já perdida. Mal sabia que esse almoço mudaria para sempre sua vida.

“A comida está no microondas e pode comer na cozinha, nada de ir pro computador” – A mãe de Aurélio era tão incompreensível.

Esquentou o prato, sentou-se e olhou para o que estava a sua frente. Mas que diabos de gosma rosada era aquela? Cheia de pedaços de frango! Ainda por cima tinha arroz por baixo, Aurélio nunca foi fã de arroz, desde pequeno. Não conseguia ao certo compreender a complexidade daquele prato de strogonoff, era como um novo mundo culinário abrindo sob seus pés. “Pessoas comem gosma?” – Pensou, inocente, e tudo só piorou quando encontrou um cogumelo.

De toda forma, bastou uma profunda cheirada de perto para perceber que aquele novo prato representaria uma explosão de novas experiências satisfatórias dentro de seu organismo. Um novo aroma, provavelmente um novo sabor. E se fosse tão gostoso quanto o cheiro? Sabia que uma garfada seria suficiente para levá-lo a um novo universo de prazeres. Resolveu: ele iria experimentar! Precisava, era excitante!

“Você vai comer isso?” – Seu pai entrara na cozinha, suado depois de pintar a casa do Marcelão, marido de Dona Jacira.

O menino olhou para o prato e depois para o pai. Nitidamente, ele reprovava a atitude do filho em comer, vide sua expressão curiosa de nojo.

“Ué, é meu almoço”.

“Não coma isso, filho, é horrível, é pegajoso” – Definitivamente agora ele tinha cara de nojo.

“Mas tem um cheiro gostoso!”

“Filho, vá por mim, isso é feito com leite! Leite! É muito ruim”.

“Você já comeu?” – Perguntou o menino enquanto levantava o garfo repleto de strogonoff e deixava cair viscosamente de volta.

“Eu? Nunca! Passo longe disso, nem que me obrigassem! E sugiro que você faça o mesmo, isso deve fazer mal”.

“Mas…” – Ele só queria conhecer, só queria descobrir.

“Mas nada, me dá aqui, isso é muito ruim, vou falar pra sua mãe nunca mais fazer” – Pegou o prato, jogou fora e Aurélio percebeu que havia sido vencido, colocou definitivamente na cabeça que aquilo era um nojo, afinal era feito de leite e, mais importante, seu pai estava dizendo que era, o que significava tudo para a inocência de seus nove anos.

Sem ter o que comer, o menino levantou a cabeça e enxergou toda a expressividade do pai, um exemplo belíssimo de ser humano, seu espelho, aquilo que sonhava um dia se tornar. Não existia ninguém como ele, ninguém tão perfeito e com tamanha sabedoria.

“Aqui, meu filho, coma isso, é o que eu como e sua mãe também, sempre a tarde” – E entregou a Aurélio um pão e um cálice de vinho.

“Papai, isso tem álcool, não vai me fazer mal?” – Ele ouvira em algum lugar que dar álcool para crianças era abuso infantil.

“Não se preocupe com isso, Aurélio, eu sei o que é melhor pra você”.

E Aurélio nunca soube o gosto do strogonoff, mas passou o resto de seus dias lanchando, todo domingo, um pedaço de pão e um pouco de vinho, assim como papai lhe ensinara.

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91 comentários

  1. Eu já fui esse Aurélio tanto na metáfora quanto no sentito literal da história.
    Ainda bem que hoje sempre desfruto do inigualável sabor de um bom estrogonofe ( também nos dois sentidos)


  2. Essa história se parece bastante com o que pais religiosos fazem com os filhos, “por amor”, os forçando a acreditar em algo que não existe, apenas por temerem que seus filhos acabem “indo para o inferno”. A maior parte dessas crianças nunca saem dessa bolha que os isola do mundo real. E ainda acreditam que tiveram sorte de não terem nascido “no pecado”.
    As pessoas não devem forçar às crianças pensamentos que eles tem, e sim, deixá-las livres para, quando tiverem capacidade suficiente, decidirem por si próprias o que é melhor para elas. Isso vale para a comida, a profissão, a religião e tudo o que for de carácter pessoal.


  3. Acho que tu andou assistindo Zeitgeist por esses dias… hehehehe


  4. É como uma história de Ruth Rocha em que um garoto não gosta de pipoca porque nunca comeu e neste caso é ainda pior porque ele tem uma admiração cega pelo pai.

    Parabéns pelo seu projeto de postar contos no Controle Remoto.


  5. Nossaaaa…
    /*falta texto*/
    Pelo menos a criatividade foi boa, quero ve-la funcionando em outro contexto, com mais nexo e fundamento, talvez.

    ——————————————

    Ou talvez falte interpretação.


  6. Não entendi…

    —————————————-

    Leia os comentários e depois leia o texto novamente.


  7. Aaaah Aurélio porque não experimentastes o bendito strogonoff? Não sabes o que perdestes moleque doido! ‘^^

    E concordo com o Nathan, mais acima. Não só nessa questão de alimentação, mas religião, política e muito mais, as crianças são facilmente manipuladas pelos pensamentos dos pais, afinal, estes são seus ídolos.

    “Ta vendo filho, esse cara da TV?? Esse cara é um ladrão, sem vergonha, cretino…”.

    No dia seguinte na escola o garotinho diz a seus amiguinhos: “Ah, aquele cara da TV é um ladrão, sem vergonha…”.

    O pior é que muitos ficam com esse pensamento mesmo depois de crescerem. Os pais deviam, com certeza, reverem todos seus conceitos antes de tentarem criar seus filhos. =S

    Abraço


  8. Muito interessante 🙂


  9. Entendi sua metáfora !
    Você experimentou o “strogonoff” (leia-se homosexualismo) e gostou , apesar de sempre seu pai dizer pra você que era ruim .


  10. Dá pra por um presunto no pão e ele fica mais gostoso hehehehe

    Abcs


  11. É o famoso “não vi e não gostei”…


  12. Eu já tava estranhando quando comecei a ler. O Felipe agora vai escrever narrativas? Entendi o espírito da coisa nos três últimos parágrafos.

    Ué, cadê os religiosos revoltados?
    Acho que não entenderam a metáfora…


  13. EXCELENTE!


  14. …e escreveu um dicionário.

    Eu sou daltônico, mas strogonoff não é rosa nem fodendo. Ri bastante com o texto, mas nem tudo deveria ser provado para “ver que gosto tem”, agora, nenhum ser deveria meter o bedelho na vida de outro, nem mesmo na do filho, para proibi-lo de fazer algo que ele considera certo sem ter a noção do que aquilo pode representar.

    Só uma ultima coisa antes de encerrar… tu não conhece algum livro sobre o evolucionismo? não o de Darwin, algum escrito por cientistas mais atuais, não sei se já foi reescrito e tal, mas acho que pode conter algumas ideias equivocadas.

    ——————————————

    Leia os livros de Richard Dawkins.


  15. Post-metáfora. Por/pra que será? =p


  16. haha caraca meu o texto ta ótimo, o que não muda é a chuva de comentários criticando, ou criando polemica!

    é sempre assim Felipe?

    bjs

    —————————————————

    Sempre.


  17. Fantástico. Muito muito bom. Pobre Aurélio…


  18. Ótimo texto man,ótimo mesmo.Eu me relacionei com o Aurélio (não pela coincidência de sobrenome) porque o meu pai (meus pais são divorciados) é fanático religioso cristão, e sempre que vejo ele,ele tenta me converter,dizendo que o fato de eu morar com minha mãe foi a causa de eu ser ateu,mas na verdade ela nunca me cobrou religião,ela deixou eu crescer sem me influenciar para que eu possa escolher meu próprio caminho,e eu agradeço eternamente a ela por isso.
    Esse texto está ótimo,gostei mesmo,continue com o bom trabalho,e estou te seguindo no twitter!Abraços!


  19. Eu não sou loira, e muito menos burra.. Mas felipe eu não consegui entender esta PORRAAAA, e to triste por isso de verdade.

    Bjs amo vc!!

    ————————————-

    Fê, dá uma lida nos comentários. Você precisa compreender o que significa o prato de strogonoff e o que o pai de Aurélio está fazendo. Então, depois de compreender pelos comentários, leia o texto novamente.


  20. “Leia os livros de Richard Dawkins.” Qual? Não, não quero o “Deus: Um Delírio”, se era esse o que esperava que eu encotrasse já conheço, e ele não vai muito a fundo no tema que estava procurando, mas susse. Valeu.

    ——————————————

    Daru, procure por: “O Gene Egoísta”


  21. Isso quer dizer que o pai tem total poder sobre a vida de Aurélio? – E que por isso deixa de fazer coisas que talvez possa ser agradavel a ele, porque tem o pai como herois, e o que o pai fala é o certo?

    Foi isso que eu entendi…

    ——————————————–

    Agora compreenda a metáfora do pão com vinho como sendo a religião e o strogonoff sendo um mundo infinito de outras possibilidades, que ele nunca conheceu.


  22. vc ta com desejos homosexuais~/strogonof?


  23. HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA Agora sim… Desculpa pelo trabalho que dei, mas odeio ler as coisas e não entender…

    Mas como minha vo diz, este mundo ta perdido…

    FELIPE VC É DEMAIS DE GOSTOSO… [:P]

    —————————————

    Hahahahahahhahahahaha


  24. Um legítimo caso de quando os pais conseguem atrapalhar os filhos.

    Ei, bora dar uma acalmada nos textos sobre religião. Se não enjoa!


  25. Bom, não tenho acompanhado seus outros textos de religião, por isso não posso dizer ao certo sua posição nesse assunto.Mas, por esse, acho que tirei algumas conclusões.

    Não concordo com você quanto a crítica que foi dada ao pai.É da natureza do ser humano passar suas crenças e ideais para as pessoas a sua volta, principalmente para seus filhos.Falaram nos comentários que a criaça deve ter “liberdade de pensamento”, mas estamos lidando com um ser que ainda sequer tem noção do que lhe cerca, quanto mais do mundo e suas filosofias.Todo mundo precisa de um “norte” na vida que no caso são os pais.

    Quanto a crítica feita ao menino, eu concordo.Talvez fosse a hora dele questionar o que o pai lhe dizia, ensinava, obrigava a fazer.Mas é complicado, pois o maior modelo das crianças são seus pais.E como você disse no texto, para as crianças eles são os detentores da verdade.

    Com a maturidade adquirida pode ser que essa criança possa enfim questionar o que lhe foi ensinado.Ela mesma construir os seus valores e suas crenças.Mas acredito que nem todos façam isso.

    Mas também, mesmo que as crenças do ” Aurelio” sejam iguais a de seus pais, não significa que ele nunca as questionou.

    —————————————

    Luana, o problema é quando começamos a estudar e vemos a devastadora influência que a educação religiosa dos pais causa na sociedade. Mesmo ateu, pode ter certeza, JAMAIS passarei ao meu filho, enquanto criança, as minhas crendices (ou falta delas). Deixarei que seu caráter se forme sem a influência do pai nesta questão, pois sou absolutamente contra o abuso infantil de “obrigar” uma criança indefesa a seguir determinada crença.


  26. É impressão minha ou aqui as pessoas sempre interpretam o desconhecido como sendo homossexualidade? Pra mim isso é viadagem encubada (deles)… rs


  27. Moral da histório é como diz o Chave “antes fosse se pior seria”
    Não vi nada demais na história.


  28. Jamais vou me esquecer do momento em que descobri que meus pais não estavam sempre certos.
    Um choque para uma mente tão jovem, dado o amplo horizonte que se abriu perante mim…

    [Senti um quê de clarice Lispector nesse texto, mas posso só estar viajando]


  29. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK,não acredito, hoje, passeando pelos “gloriosos” corredores do Norte Shopping, vi uma livraria, e lembrei que queria ler “Deus, um Delírio” de Richard Dawkins, fui todo feliz comprar, quando percebo, não tenho dinheiro, vou ter que pedir para minha mãe, que estava comigo. Quando minha mãe lê a capa do livro, começa a dizer: “Eu não quero você lendo esses livros, você vai pra igreja domingo, esse livro não é bom!”. Demorei 30 minutos pra convencê-la a levar o livro, dizendo a ela que estava me negando leitura e censurando o que leio , mas com a condição que ela impôs de eu ir na Igreja todos os domingos, ameaçando ainda queimar o livro se eu não for. Agora, tenho o livro, mas ja não vou a igreja, depois de ler o livro, duvido que irei ainda mais, mais preciso convecê-la a ler o título, talvez ela veja meu ponto de vista. Acho que ela ao tentar impor as preferências dela a mim, não fez o serviço direito.

    ——————————————

    Força, Gustavo. Você está no caminho certo.


  30. “massagem kamasutra aplicada pelo primo mais velho” hauhauhauah [:P]

    legal o texto, demorei um pouco pra entender a metáfora do strogonoff [tah certo?], mas li os comentários e entendi.

    concordo plenamente com seus textos.


  31. Ficou digno seu texto, meus parabens.


  32. Cara… bom o texto..
    Mas na minha opinião chega né…
    Po… Tá parecendo blog de evangélico só que o contrário!
    Muda ai…
    Vc é um cara inteligente.. utilize isso para outras coisas tbm… Se não vai virar um martelo.


  33. As duas formas da religião se perpetuar é a transmitindo às crianças e pelo medo do inferno. Além de oferecer esperança aos deseperados, claro.


  34. Fiquei meio assim com o texto também, mas depois que li os comentários entendi :D.

    ótima metáfora hehe

    Obs: Só para constar, é só aqui no meu pc ou o site está com alguns bugs no meio da página dos comentários?


  35. Aff véio não concordo com a metáfora ñ …
    Eu tb sou ateu e não axo q seja melhor do q ser crente … pra falar a verdade tenho até inveja das pessoas que conseguem crer numa coisa tão surreal tão cegamente.
    É ridiculo comparar estrogonofe com ateísmo …. estrogonofe é muito mais saboroso !!!

    —————————————

    Ahn?


  36. Felipe, admiro a sua opção de deixar seu filho fazer suas próprias escolhas, mas você há de concordar comigo que ele vai ser influenciado de alguma maneira nas suas crenças, mesmo que seja involuntário.

    O que eu quero dizer é: uma pessoa religiosa influência tanto quanto um ateu nos valores de seus filhos. Mesmo não querendo, você será um modelo a ser seguido.

    A propósito, metáfora criativa.

    —————————————

    A influência pode ser feita depois que a criança já tiver maturidade o suficiente para compreender e chegar às próprias conclusões.

    Levar uma criança de 6 anos à igreja e ensiná-la a orar antes de dormir? Não!

    Você não acha revoltante os termos “criança-católica” ou “criança-protestante”? Pois é, eu também. Beira o cúmulo do absurdo, pois a criança não é nada disso, é somente OBRIGADA pelos pais. O que os fanáticos religiosos diriam então de uma “criança-atéia”?


  37. Pelo que entendo você então não ensinará seus filhos, se os vier a ter é claro, que não devam fumar maconha nem cheirar cocaína. Afinal, quem fuma e quem cheira acha muito legal. Considerando-se que para os ateus tudo é subjetivo, então seus filhos passarão o resto da vida sem sentir o gostinho maravilhoso (segundo os viciados) da maconha e do pó, quando deveriam ter a oportunidade de experimentarem e escolherem por si só se é bom ou ruim. Quem sabe iriam gostar. Afinal, não cabe a você ensinar-lhes. Talvez você não vá é ensinar nada mesmo a seus filhos porque correrá o risco de estar errado e privá-los de aprenderem o certo, porque o CERTO para você é só o que você acha que é, mas não necessariamente o é. Ora, jamais ouvi semelhante besteira. A tendência mundial é os pais passarem aos filhos aquilo que eles aprenderam e acham que é bom para seus filhos. Ou será que ser ATEU é melhor que ser um CRISTÃO? Acho que não. Primeiro que vocês continuam e continuarão sendo a MINORIA. Segundo, basta ver a diferença entre os filhos de ATEUS e os filhos dos cristãos. Vai muita diferença, mas muita mesmo. E por último, não compreendo porque tanta raiva contra cristãos. Como já disse alguém lá trás, acho que você foi mesmo corneado por alguma CRISTÃ. Siga seu caminho de ATEU, mude o disco e deixe de ser revoltado contra a religião dos outros, você não vai convencer ninguém, o mundo continua, os cristãos continuam e continuarão sendo cristãos e não estão nem aí para os ATEUS, mas parece que eles te incomodam tanto. Ou agora você é o dono da verdade e está acima do bem e do mal? Continue rindo como uma hiena nas suas respostas, nada mudará mesmo e no final dos tempos “todo olho verá, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor!” Fp 2.5-8.

    ——————————————-

    Você comparou o uso de drogas ao ateísmo.

    Eu me recuso a responder.


  38. E Aurélio aos 17 anos de sua patética existência, provou o estrogonof, passou a adorar o sabor do leite e viciou em chá de cogumelo, saiu de casa revoltado com os pais, que colocaram a culpa no maldito que levou o estrogonof para seu lar, sem saber que eles próprios eram culpados de não mostrar o sabor do estrogonof a seu filho. A fome de Aurélio era insaciável e ele não sabia o que comer até que percebeu o excelente sabor do antes detestável arroz. Hoje come no máximo arroz com feijão e fala mal do estrogonof. Mas a pergunta que não quer calar, se os pais dele não comiam estrogonof, por qual motivo a mãe dele fez estrogonof neste bendito domingo? Mistérioooooo!!! Parabéns pelo post.


  39. Depois de uma chuva de comentarios… Consegui entender ainda mais a ideia que o Felipe quis passar… Tenho uma tia que é crente e leva os filhos dela todo santo domingo na igreja, uma de 7 e o outro de 2… O de 2 vai mas não entende porcaria nenhuma, agora a de 7 anos, passa uma coisa para os pais, mas quando os pais não estão por perto ela é totalmente diferente, porque ela sabe que quando os pais não esta por perto ela pode ser ela mesmo sem ofensas ou fanatismo… Mas quando os pais perceberem que ela não é aquilo que eles querem que seja, vai ser bem pior….


  40. Não não, interpretação não falta

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    Falta vontade de não criticar então.


  41. Hey Felipe, tudo okay?

    Espero que sim, vim comentar esse tópico, porque realmente achei interessante a metafora, mesmo não concordando muito, porque ao meu ver, todas as pessoas deverias sim começar no ambito da igreja, não da igreja católica e muito menos em outra que não seja a Batista, por que?

    Porque ao meu ver a Batista de todas as igrejas que eu já fui, é a mais pé no chão, ou seja, ela te da as bases de um mundo com Deus e te da um carater. algo a se seguir, um fundamento, ‘não mate, não roube, não tenha luxuria, nem avareza, não siga pelo caminho das drogas ou da bebida e outras coisas, porque não é bom’ é isso pelo menos que a minha igreja ensinou, contando do seu ultimo post aqui, eu vejo uma coisa, ‘criança-católica’ e ‘criança-protestante’ existe por causa da idiotice de alguns pais que querem obrigar os filhos a irem a igreja, mesmo a criança nem entendendo o que é igreja, meus Pais graças aos céus, não fizeram isso comigo e eu sempre os agradeço, eu não gosto desse negócio de ser obrigado a algo que eu não tenho vontade de fazer…

    E por isso que eu acho que todos deveriam começar tendo uma religião e depois, bem, que quando pensassem, enfim escolhessem se ficavam ou partiam para um mundo sem Deus.

    PS: Claro que isso também se aprende em lares não-cristãos, mas normalmente são poucos os lares que fazem isso normalmente…

    ——————————————–

    Você se contradisse. Mostrou-se contra a denominação de “criança protestante” mas disse que as crianças devem ter uma religião.

    E desculpe, você pode ter os pés no chão ou não, mas dizer o que você disse sobre a igreja batista é fanatismo. Você precisa aceitar as outras possibilidades, até mesmo a dos ateus. Dizer que “muito menos qualquer outra que não seja a batista” é perigoso.


  42. Se você diz que nao passará nenhuma de suas crencas a seus filhos e que eles
    sim farão sua propia escolha, mas se você nao vai exercer nenhuma influencia sobre seus filhos, alguem fará isso a nao ser que voce o prive do munddo.
    querendo ou nao, a midia, os amigos e um leque de possibilidades fara essa influencia.

    E entao o que voce vai fazer? Vai ensiná-lo a olhar com critica a tudo? mas se voce ensinar isso voce vai estar passando sua propia filosofia a seu filho e logo vai estar influenciando ?

    Se eu falei um monte de merda , desculpe. Eu entendi a metafora assim.

    ———————————————

    Meu filho provavelmente sofrerá influência de outras crianças na escola, o que passa longe de ser perigoso no que tange o mundo da religião. Religião se aprende em casa, não com os coleguinhas de colégio. Toda criança religiosa o é porque foi obrigada a ser pelos seus pais.


  43. Você deveria daruma olhada nesta matéria publicada na Revista Pesquisa FAPESP. Argumentos científicos muito bons mesmo sobre a Igreja Universal.

    http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=3906&bd=1&pg=1&lg=


  44. Entao seus pais lhe ensinaram a ser ateu?
    Se sua resposta for nao, do mesmo jeito que tu antes foste religioso ( ou pouco religioso ) voce hoje pensou e escolheu um caminho diferente.
    Da mesma forma nao vai importar o jeito que tu ensinar seu filho se ele pensar e escolher outro caminho.
    da mesma forma o aurelio podia no futuro resolver experimentar o strogonoff .

    entao tudo dependo do aurelio. as “condicoes” criadas sao que o strogonoff e ruim e perigoso, mas se aurelio quiser o strogonoff esta la para ser saboreado.

    De nada adianta os ensinamentos do pai se o aurelio resolver usar a propia filosofia e aqueles que nao usam a filosofia e seguem a risca sem questionamento, estao no mundo errado.

    Que diferenca faz se lhe e imposto ou nao algo se voce estiver preparado pra “pensar”?

    ———————————————-

    Eu sou uma rara excessão à regra. Quando pensamos em larga escala, todos aqueles que foram ensinados a ter determinada religião desde crianças e a trataram como verdade até o fim de seus dias, verá que o número de pessoas que consegue obter um desprendimento da crença imposta por seus pais é muito pequeno.


  45. Cara, meu filho terá a liberdade de escolher a religião que quiser (ou não ter religião).. Pois sou deísta e penso parecido..

    AGORA, se ele não torcer para o CEARÁ SPORTING CLUB ele será posto para fora de casa!! Não aceito a escolha de outro clube! Heheheh

    ——————————————-

    Nem eu Breno, nem eu… Se ele não torcer pro meu time, o deserdo e ponho pra fora de casa. Pra mim seria pior que ele ser Talibã.

    E antes que comecem as gracinhas, isso é uma brincadeira.


  46. Ótimo texto…
    Não falarei sobre religião aos meus filhos… e quando eles começarem a chegar em casa perguntando-me o que Deus, ou o que o céu ou o inferno que a professora / falou eu lhe explicarei muito bem o que é religião, e o que ela prega… direi também o que eu penso sobre, mostrarei a Bíblia, mostrarei Darwin e deixarei bem claro que ele pode acreditar no que ele quiser.
    A única coisa que eu exigirei dele é que obtenha o hábito de questionar, perguntar, procurar entender, e não somente aceitar como verdade qualquer coisa que lhe disserem… Não espero que ele seja ateu, agnóstico ou whatever… mas de forma alguma deixarei ele ser uma pessoa alienada…


  47. hauahuahauh hj eu recebi um recado no orkut.. um “capítulo” dos provérbios, eu axo.. soh sei q foram umas 30 linhas de um trecho da bíblia.. li as duas primeiras e respondi pro ‘pastor’: “WTF?”

    é isso que dá quando liberamos nossas páginas de recado do orkut..

    Tenha santa paciência, com o perdão do trocadilho.


  48. Na verdade acho até doentio isso.Mas acho que você não compreendeu o ponto que eu quis expor, ou eu não fui exatamente clara.
    Quando você parte para a seguinte decisão de não influenciar seu filho na vida religiosa, isso já é uma influência para ele não ter um lado religioso.

    ——————————————

    Leia minha resposta seguinte para a Flávia e você entenderá.


  49. De fato pais que limitam as experiências dos filhos não são bons educadores. Agora trazendo esse conto para a questão da religião, acredito que o caminho seja abrir a discussão com os filhos acerca da educação religiosa. Por um lado, impor uma religião – ou o ateísmo – não é saudável, mas por outro, a ausência de conversas sobre esse assunto sob o perigoso rótulo de liberdade de pensamento, abre margem para que a criança se deixe levar por influências externas que também podem ser radicais.

    A questão mais problemática pra mim é: o que fazer enquanto a criança ainda não tem maturidade para essa discussão?

    Sinceramente, não tenho uma resposta definitiva. Mas acho que pouco a pouco ensinar a criança se questionar sobre a pertinência do que ela escuta a respeito disso, já que inevitavelmente muitas bobagens serão ditas para ela, seja na igreja, escola ou por outros membros da família. Além disso, tentar fazer com que ela enxergue eventual ida à igreja com naturalidade, do mesmo modo que um compromisso familiar qualquer, assim como um almoço de domingo na casa da avó ou o passeio no cinema da quarta-feira e não como um dever que assegura a vida eterna.

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    Flávia, o ideal é que não se force uma religião para uma criança. Deve-se conversar sobre o assunto, mas sempre mostrando que para todas as explicações, há outro lado com suas argumentações. O ideal é mostrar para a criança que não há verdade absoluta e que ela, quando adquirir maturidade suficiente, poderá decidir sobre o que mais ela acredita. Seja em Deus, em Buda, em Alah ou em Deus nenhum. O principal é mostrar que a criança crescerá e terá liberdade para decidir no que ela acredita.


  50. De vez em quando leio seus textos e nunca ousei comentar, apenas apreciar os comentários. Mas desta vez me vi tentada a fazer uma critica.
    Dia virá em que você irá engolir suas blasfêmias contra Deus. E quando esse dia chegar, lembre-se, você é ateu. Então, por favor não chame Deus e tão pouco pronuncie seu nome, afinal, Ele não existe, não é mesmo? Agora tenho curiosidade em lhe perguntar uma coisa. Porque essa perseguição aos cristãos se eles só pregam a paz e amor? Porque você não fáz sátiras, por exemplo, aos indianos que adoram o PENIS, RATOS, ELEFANTES, VACAS e outras porcarias? Esses sim, merecem zombaria. Não vejo os cristãos criticando ATEUS.

    ——————————————

    Quer dizer que os indianos, somente por terem uma cultura diferente da sua, merecem zombarias? E você acha que eu não devo criticar esse tipo de pensamento cristão?


  51. Ótimo texto!
    Se eu manjasse faria uma versão PowerPoint só para enviar para quem fica me mandando e-mails de religião. rs


  52. Bom texto Felipe!!! e acho que vc esta completamente certo em dizer que ninguem deva impor nada a ninguem, lendo os comentarios vc disse que jamais vai impor a sua nao crenca a seu filho, e em outro vc disse que levar uma crianca a igreja e faze-la orar tbm nao. Ora, sinceramente acho que qdo se trata de religiao, nunca pode falar ou escolher pelo outro, mesmo q esse outro seje seu filho.

    Entenda: se vc leva o seu filho a igreja, vc impoe-lhe a religiao, certo? mas (como vc disse) se vc nao fala sobre a existencia de um Deus (seje ele qual for, segundo a sua concepcao) vc esta tbm privando o seu filho de conhecer algo! Ou seja, VC ESTA CRIANDO UM AURELIO, SEJA PELA IMPOSICAO, SEJA PELA OMISSAO.

    Sou uma crista por escolher assim, sou crista no sentido literal da palavra, crista pq creio que haja um Deus, nao gosto de religiao, pq acho q ela eh o que causa tantos conflitos, tanta estupidez, tanta burrice, tanto fanatismo…a religiao mata as pessoas…meus pais nao me levavam a igreja, mas em minha casa sempre houve conversas a respeito de um Deus…coube a mim seguir o que EU achava certo. Pois a verdade, nao eh absoluta (vc bem sabe disso), o q eh certo pra vc pode nao ser pra mim, o q eh certo pra mim pode nao ser pra vc e nem para meu filho. UM ABRACO!

    ————————————————–

    Leia o comentário que fiz para a Flávia.

    Conversar sobre Deus é diferente de impor uma religião. Eu vou explicar a meu filho o que as pessoas entendem como Deus e o que as outras entendem como a inexistência de Deus. E deixá-lo livre para tomar sua própria decisão quando o momento for certo.


  53. Rapaz… primeira vez que leio um post em seu blog.
    Muito bom o texto, mas melhor que o texto são o comentários.

    A maioria das pessoas que são cristãs comentam de maneira fanática, chega a ser engraçado. Teve um que falou da igreja Batista, dizendo que as crianças devem ir para uma igreja e crescer sob influência de uma por causa de seus princípios, que são “não roubar, não matar, etc”, mas precisa ir a uma igreja para saber que isso é errado? Isso é lei! Se você matar ou roubar, você vai preso, não é preciso religião para ensinar isso não.

    A outra veio comparar ateísmo com drogas, realmente tem tudo a ver (ironia). E ainda falou que eles são maioria, como se a maioria fosse certa.

    Só acho que a pessoa que criou o conceito de céu e inferno realmente é muito inteligente, porque até hoje tem gente que acredita cegamente nisso.

    Eu me considero um agnóstico ateísta (se é que existe esse termo) e não serei hipócrita ao dizer que não influendiarei meus filhos, eu vou influenciar sim, mas eu mostrarei os dois lados da moeda. Eu fui criado sob influência católica, mas me considero uma exceção à regra assim como o dono do blog.

    Gostei muito do blog e colocarei nos favoritos e tentarei sempre comentar. Um abraço.


  54. “Falta vontade de não criticar então.”?
    HA-HA-HA
    Não costumo fazer exatamento o que as pessoas gostam, se assim não for minha vontade.


  55. “Falta vontade de não criticar então.”?
    HA-HA-HA
    Não costumo fazer exatamento o que as pessoas gostam, se assim não for minha vontade…


  56. ah..e obs: A Criança deve sim ser levada a igreja, aprender a orar e etc…
    Porque?Porque até que ela aprenda a escolher e seguir o que achar melhor, ela deve ser influenciada pelos costumes da família. Nenhuma Mãe cristã gostaria de ter um filho Espirita, mesmo que não tenha preconceito, já que se ela achasse espiritismo leal seria lá que ela estaria. Quando a criança crescer ela vai percebendo o que quer, quando quer e como quer; as coisas mudam, a não ser que nasça, cresça e morra uma pessoa extremamente alienada. Não ha nada de errado até aí.

    ————————————————

    Sim, há, pois a influência exercida numa criança pode marcar sua vida para todo sempre e ela pode crescer como uma ignorante religiosa por culpa dos pais. Você está vendo a minoria e fechando seu pensamento de uma forma que EU considero errada. Não se ensina criança a ter uma religião, assim como não se ensina uma criança a negar a existência de Deus.


  57. Acuado, utilizou-se de evasivas para não responder.
    Ora, não há sequer comparação entre se adorar um Deus e adorar um PENIS, um RATO ou uma VACA como Deus. Esses sim, deveriam ser alvo dos fanáticos preconceituosos como você que não aceitam a religião dos outros, e não criticar todo o tempo os que seguem um Deus que prega amor e paz.
    Percebo em seus textos que você é preconceituoso ao extremo com os cristãos. Se realmente pugnasse pela liberdade de crenças, fruto de uma verdadeira democracia, aliás, o que você prega a todo tempo inclusive dizendo que deixará seus filhos escolherem o que melhor lhes convier, então não deveria condenar os comportamentos dos cristãos, pois ao condená-los demonstra estar impregnado de preconceito. Quando não me agrada um programa de televisão eu mudo de canal. Se não gosto de uma discoteca não a freqüento. Se não gosto de determinado amigo me distancio dele. Da mesma forma, quem não gosta do cristianismo não seja cristão, seja ateu como você ou siga o que bem lhe convier, mas daí a criticar o tempo todo os cristãos o torna sem sombra de dúvidas uma pessoa altamente preconceituosa, o que é pior que o fanatismo religioso, quase um fundamentalista. Acho que deveria rever seus conceitos deixando as pessoas escolherem o caminho. Você demonstra ser uma pessoa amarga, infeliz lutando desesperadamente para se encontrar, e quanto mais caminha numa direção, mais se perde no caminho. Que Deus o encontre para o guiar.

    ————————————-

    Simone, seus ataques pessoais estão nítidos como uma falta de argumento incontestável para com o próprio texto. Por que você não tenta desmerecer o que ESTÁ ESCRITO ALI EM CIMA ao invés de atacar o autor? Por que o desespero em saber como é minha vida ou tentar condená-la ou criticá-la?

    Eu não sou preconceituoso, pois o preconceito, se você estudasse saberia, vem de um conceito criado sem observação e estudo de determinada coisa. Eu não critico com preconceito, eu critico determinados comportamentos COM CONCEITO FORMADO. Meus textos não são criados para desmerecer os cristãos, mas para fazê-los pensar, coisa que você não parece estar muito disposta a fazer.

    Por fim, a única pessoa que demonstrou ser EXTREMAMENTE PRECONCEITUOSA foi você, colocando sua crença à cima da crença de determinadas pessoas. Para eles, Deus está na vaca ou no rato. QUEM É VOCÊ para dizer que não? QUEM DISSE que sua crença é mais verdadeira que a deles?

    Cuidado, Simone, pelo visto quem precisa de um guia é você, aparentemente o seu Deus não está ajudando muito. Ah sim, e nem eu nem os outros leitores viram ninguém “acuado”, como você profanou no comentário. Só o que vemos é seu desespero.


  58. Para a Simone que disse: ” Não vejo os cristãos criticando ATEUS.”
    Não sei, mas acho que você não conhece muitos cristãos. Já conheci mais de 15 denominações diferentes, e digo: as críticas são mais sutis. Não criticam abertamente, mas fazem de tudo para tentar convencer o ateu a engolir sua crença, chamando isso de evangelização.

    Chamar um ateu de filho do diabo não é crítica? Então não sei o que é…


  59. gostei muito


  60. o texto e mais ou menos, a história do boletim não teve nada a ver com o resto do texto e não houve desfecho para ela, o texto muda de rumo do nada,não gostei

    ——————————————-

    O boletim representa a imaturidade da mente infantil de Aurélio, onde a única preocupação é o boletim.


  61. Ficou muito bom o texto. Parabéns
    Dei uma lida nos comentários, ajudou também.
    Seu site realmente é ótimo, você escreve muito bem, algo que eu acho muito bonito e espero chegar um dia, mas é uma pena que a maioria dos assuntos dos últimos posts envolvavem fé e religião.
    Acho que mudar esse assunto seria ótimo, algo menos polêmico, tipo.. FUTEBOL HUAHUAHUAUAHUAHUUA

    Abraços!


  62. nathan (2): 22/07/2009 às 00:11
    Falou tudo nathan!

    o Artigo está perfeito Felipe!


  63. Ensina o menino no caminho que deve andar, para que quando envelhecer não se desvies dele 😉


  64. Fui criada em uma família de cristãos católicos, minha mãe frequenta e trabalha voluntariamente para a igreja, mas, jamais fui alienada ou fanática, tanto que frequentei outras religiões, e hoje não vou a igrejas, mas tenho plena convicção da minha fé e que Deus está em meu coração e isso me faz muito bem, quero conversar com meus filhos sobre isso quando os tiver e não impor nada, cada um sabe de si. Há pessoas que acreditam em Deus e não frequentam igrejas ou ateus, que são muito mais humanas, amorosas e solidárias do que cristãos católicos e protestantes.


  65. “todo olho verá, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor!” Fp 2.5-8.

    ——————————————

    Engraçado, se isso fosse verdade, o mundo seria cristão. E não é.


  66. oh lindo a verdade sempre vem á tona.e então você verá 🙂

    ———————————————

    E por que o mundo oriental não verá?


  67. Uii.. que pressão psicológica no pequeno Aurélio. Bem que tentou, mas de nada adiantou, seja nossos pais ou não, sempre somos contornados de alguma forma. Maldita seja a insegurança que nos cerca!

    =)


  68. Concordo plenamente com os teus textos..
    Nunca tive religião meus pais nunca me obrigaram a frequentar igrejas…
    E nem por isso sou infeliz (como os religiosos acreditam) tenho uma vida extremamente boa, não procuro Deus quando estou com problemas pois acho que eu sou responsáveis por eles e só eu mesmo para resolver, Contesto muitos pontos dos cristãs, geralmente se tornam pessoas cegas e “largam” seus problemas nas mãos de Deus…
    Sou estudante de biologia e me encontrei plenamente nesta área pois tenho vários colegas que dividem a mesma opinião e fazem os mesmo questionamentos sobre a “criação”?!Acredito que quanto mais religioso a pessoa é, mais mesquinho ela se torna pois só acredita em UMA verdade,e se torna ate mesmo agressiva com aqueles que n compartilham com o mesmo pensamento, e sempre acabam tentando “converter” a pessoa para a sua religião..e a diversidade de pensamento n existe?
    Bom essa é a MINHA opinião não estou tentando convencer ning a ser ateu hehe

    Sempre leio seu blog e adoro seus textos!!!


  69. A propósito… você disse no twitter que mandou esse texto para Richard Dawkins… ele já respondeu???
    Só por curiosidade 🙂

    ————————————

    Infelizmente não.


  70. Ótimo Texto Felipe

    tive o mesmo problema do Aurélio.quando eu era pequeno eu era obrigado por meus pais a irem na Igreja, e nao demorou muito para eu ficar no carro deles e comecar a ouvir Rock’n Roll e me revoltar com aquele tipo de obrigacao(ahuahuahuahuahuaauh)

    conforme fui ficando mais velho minha revolta com esse mundo religioso comecou a crescer, mas conforme fui amadurecendo, comecei a pesquisar e a tentar entender esse tipo de comportamento esquisito que somente religiosos o fazem, afinal, nunca vi um Ateu obrigar seu filho a ser Ateu mesmo porque eles nao tem nenhuma ligacao espiritual e nao ligam para isso

    sabe a conclusao que tirei desses meus anos de experiencia?

    religiosos sao inseguros,confusos,arrogantes ao ponto de somente crer que a religiao que ele pratica é a adotada por seu DEUS, e portanto a unica valida, e tambem desesperados.desesperados porque eles sabem das fragilidades que suas religioes tem, e quando voce comeca a contestar essas coisas uma unica frase é dita: ou eles citam algum trecho da Biblia,Alcorao ou seja a merda que for, ou eles te ignoram, veem voce como um ser inferior indigno de fé(a expressao mais exata é criatura de Deus,porque eles,como tem a Fé,sao seres de Deus), nao sei quanto a voce, mas me parece um pouco com o Nazismo, quando um ser que se acha superior quer dominar os inferiores e por assim vai

    nenhuma religiao me completa e nunca me completara, porque minha vida foi marcada por essa hipocrisia onde fanaticos vomitam pela boca e tentam ditar regras chafurdando em suas mentiras

    sei que eu sou um pouco revoltado quanto a isso…me desculpe…ehhehehehehe

    mas digo que nao influenciarei meu filho a nada ligado a esse fator, porque eu nao gostaria de fazer o que fizeram comigo

    grato e nao mais


  71. Gostei bastante do texto.
    Não entendi ele a principio, até pensei se tratar de religião, mas depois de ler os comentários compreendi.
    Olha… Minha familia é “católica” e então eu já a Igreja e simplesmente discordo das idéias dela. Por fim, acredito que sua idéia de criar um filho com liberdade é a melhor possível, inclusive o levando a Igreja se ele assim desejar, afinal, a escolha é dele.
    Preciso fazer um comentário sobre os comentários dos cristãos cegos, como a Simone.
    Simone, a adoração dos indianos é muito mais antiga que a cristã, muito mais antiga que a judaica e muito mais antiga que o seu Deus. Aliás, se você der uma pesquisada achará o mito da Torre de Babel na religião hindu também, só que umn pouco mais antigo (em torno de 2 mil anos antes). Pense e pesquise antes de falar.

    Parabéns ao autor.


  72. “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
    Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
    Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.
    Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
    Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá.”

    —————————————

    E se tudo isso não passar de uma mentira criada no Século IV para controlar a humanidade?

    Só considere a possibilidade por alguns segundos. Indícios não faltam.


  73. Jesus não é mentira, é História comprovada, assim como é a história dos grandes genios da humanidade com a diferença apenas de que ele é Deus porque ressucitou dos mortos, curou cegos e fez milhares de milagres. A este devo seguir, a mais nenhum outro. Agora, se você não crê na história, isso já é problema seu não meu. Crer em nada não tem a menor lógica.

    ————————————

    Simone, o Deus Horus também é história. Ele é datado de 5 MIL ANOS antes de Jesus Cristo e veja só que coincidência: Nasceu dia 25 de dezembro, filho de uma virgem, teve seu nascimento acompanhado por uma estrela ao leste que foi seguida por 3 Reis à procura do salvador. Aos 12, Horus era uma criança prodígio, aos 30 foi batizado e iniciou seu reinado. Horus tinha 12 discípulos e fazia milagres catalogados como curas e andar sobre a água. Até o dia em que foi traído por Tifão e CRUCIFICADO e, pasme, ressucitou ao terceiro dia.

    Esse é o Deus Horus, datado dos egípcios e muito mais antigo que Jesus Cristo. Também é história e “é baseado nos textos em contidos em templos, santuários, papiros sagrados ou túmulos. Os textos estão em egípcio, que é escrito em hieróglifos, carecteres que são desenhos ou símbolos. Os arqueólogos e egiptológos descobriram que o livro sagrado da religião era o Livro dos Mortos, onde estão as mais variadas e importantes informações” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Antiga_religi%C3%A3o_eg%C3%ADpcia).

    É história, Simone, como você pode não acreditar na história?


  74. O único defeito desse blog é você não escrever uns 3 ou 4 textos desses todo dia. Parabéns, muito bom mesmo.

    Uma pena esse monte de gente demonstrando total ignorancia e falta de respeito pela opinião alheia nos comentarios…

    ————————————

    Alexandre, eu adoraria ser capaz de escrever tanto assim.


  75. Belo texto, exelente metáfora…

    acompanho o blog a um tempo, recentemente resolvi comentar!


  76. Você está equivocado. A história do Deus Horus é apenas mais uma dentre as milhares de lendas egípcias e nada do que voce afirma é verdade. Não tenha o Wikipédia como referencia de aprendisagem porque nada ali é seguro, já que qualquer pessoa pode postar suas idéias. Se não houver quem as rebata fica assim mesmo tal qual o Deus Horus.
    Se quiser saber a verdade sobre o Deus Horus veja o que diz um ATEU como você após ter estudado durante dois anos sobre essa lenda e percebe que Jesus foi o único Deus. Aqui vai o endereço:

    http://www.jotafagner.net/2009/06/verdade-sobre-horus.html

    Só quero fazer o último comentário apenas, porque ATEUS só mudam mesmo com a dor.
    É o seguinte. Se eu estiver errada, com certeza não irei para o inferno. Já você, se estiver errado, por ter blafesmado contra Deus, inclusive o chamado de facínora, com certeza irá pagar caro. Aqui me despeço para não ser mais um número no rol de seus visitantes.

    ————————————

    Hahahahahahahahahahhaha

    É claro que o argumento cristão tem de ser “ISSO NON EXCISTE”.

    Hahahahahahahhaha

    Jesus é plágio, sinto muito.


  77. Baita texto cara, foi você que criou mesmo?
    PS: chorei de rir com o último comentário testemunha de jeová chamada Suzana (y)

    ————————————

    Claro que sim, Arthur.


  78. Puts cara!
    Sou seu fã, eu quase sempre não comento mais sempre leio seus textos, eu tenho esse blog como um “manual de como escrever” (nada de ficar se achando)

    Muito bom o texto, otimo msm =D


  79. Parabéns pelo texto. Também passei por vários tipos de “ameaças” por não querer ir a Igreja. Minha mãe sempre vinha com aquela chantagem de ” se vc não for, não vai sair no fds e/ou não vai ganhar isso ou aquilo”. Felizmente, isso teve fim qndo completei 17 anos. Hj tenho 22, faço faculdade, trabalho na area de comunicação e conquistei td isso sem o “apoio de deus”. Fiz por conta própria. Acredito que isso tenha mostrado á ela, que temos que ter fé, mas fé em nós mesmos.

    Atualmente, tenho um bom relacionamento com a minha mãe. Não que antes nao fosse, mas a questão religiosa em casa gerou vários conflitos e discussões. Pois sei que ela teve essa influencia, por parte da minha avó, e não foi capaz de “experimentar o strogonoff” ao longo do tempo.

    Porém, nossas conversas se fundem apenas nas lições que cada uma tirou , durante a vida. Sem qualquer “intervenção divina”. Discutimos abertamente todos os temas, tirando conclusões baseadas na realidade. E assim, construimos um ótimo relacionamento. Uma respeitando a opção da outra.

    É isso ai!


  80. “Burcar-me-eis e me encontrareis quando me buscardes de todo o vosso coração”(Jr. 29.13)


  81. venho aqui muito de raro em quando, não sei se esse post faz parte de uma série ou uma experiência sua, mas discordo da iniciativa de entrar em conflito com a religião, fazendo isso vc movimenta a ira dos religiosos e os aplausos dos que não são, nada engrandecendo a vida de ninguém, quem é nao deixa de ser, quem não é continua igual, é chover no molhado e ainda criar uma confusão por isso.

    quando li, antes de ler “aos domingos” não pensei na influencia dos pais especificamente na religião (e principalmente nas cristãs) mas na influência dos pais no cerceamento da liberdade cognitiva do filho justamente por ele mesmo ser limitado, acabando por gerar uma perpetuação da limitação da mente.

    sendo sobre religião, comida, ou filiação partidária, a influência dos pais é grande e acaba por gerar preconceitos nos filhos, pois estes não entendem as raízes das convicções dos pais, que muitas vezes nem existem.

    em mim, essa influência mostrou-se realmente forte na convicção política, tendo eu perdido o ódio/medo pelo socialismo só após estudar, bem por cima, as correntes filosofico-políticas.

    fazer um post mais amplo, sem uma infeliz limitação à religião, seria mais eficaz para abrir a mente das pessoas, e quem sabe o religioso parasse pra pensar se suas convicções religiosas seriam apenas por falta de conhecimento.

    você milita em favor da não intransigência ao falar que ninguém pode dizer que a crença na divindidade bovina é ridícula, e ao mesmo tempo afirma vigorosamente que uma passagem bíblica é mentira.

    Se você pede pela aceitação das outras filosofias religiosas mas defende o budismo e desmerece completamente o cristianismo, você precisa rever se não existe algum resquício de preconceito. Aparentemente você não atacou a influência dos pais na escolha da religião dos filhos, mas unicamente na escolha cristã.

    ——————————————–

    Primeiro, as palavras do blog não são em vão. Achar que elas não são capazes de mudar a vida de alguém é errado, vide depoimentos que recebo. Não quero MUDAR as pessoas, apenas fazê-las pensar. Se for para aumentar ainda mais sua fé, não há problema, desde que elas busquem por respostas e solidifiquem o que acreditam com INSTRUÇÃO.

    Eu não afirmo que a passagem bíblica é mentira, eu digo que, se ela for verdade, o Deus defendido não merece meu amor.

    A questão cristã é puramente por um fator de observação da maioria. Mas adapta-se a qualquer tipo de manipulação religiosa.


  82. Eu relacionei isso com maconha


  83. Adapta-se a qualquer tipo de manipulação, não só religiosa.

    Entendi e concordo em pegar o Cristianismo pra cristo (piada não-intencional), mas ainda discordo em limitar o post ao contexto religioso, mas aparentemente é uma missão pessoal sua.


  84. Oie felipe tu ja leu Deus, um delírio do biólogo Richard Dawkins?

    ——————————–

    Claro.


  85. Uau, gostei, gostei! ^^

    Abração!
    =]


  86. Não acho que no mundo atual os pais consigam dominar os filhos como no caso do Aurélio. A juventude hoje conta com uma ferramenta muito melhor que o strogonoff do conto, a internet. Ela abre uma janela opções em meio a tanta falta de cultura. Muitas mais opções do que os pais desses jovens desconfiam, mesmo porque eles, os pais, muitas vezes nem sabem mexer no computador. A internet é o meio de comunicação mais abrangente e acompanha a nossa vontade, não nos impõe nada. E ela é tão presente hoje quanto o rádio e a televisão, mesmo nas camadas mais pobres.
    Além disso, não acho que a atitude dos pais de tentar guiar os filhos seja ruim. Os pais sempre querem o melhor para os seus filhos, tenho certeza que os pais do Aurélio agiram com a melhor das intenções. Anda que o melhor seria que o pai ensinasse o filho a procurar aquilo que lhe faça feliz, saudável e completo. Mas os filhos aprendem sozinhos no final das contas. Tenho exemplos disso na minha família.
    Meu avô é católico fervoroso e levava suas três filhas e seu filho para a igreja “comer pão e beber vinho” todo domingo. Conforme os seus filhos cresceram todos viraram espíritas, uns mais cedo outros bem mais tarde. Minha mãe, filha desse meu avô, me criou em meio a valores espíritas e hoje, com dezessete anos, ainda procuro a religião que me faça sentir completo, mas nenhuma conseguiu ainda.


  87. Ah, desculpa a falta de sensibilidae (fiquei muito envolvido com o tema). O texto é muito bom e o uso das metáforas é muito criativo, me senti lendo um clásico, parabéns.


  88. Eu tenho um livro de Richard Dawkins aqui em casa. Sou ateu (ou agnóstico, ainda não tenho certeza). É difícil ser ateu numa família religiosa e com preconceitos arraigados, como a minha. Acredito que esta sua analogia é interessante para observarmos o comportamento de pessoas que evitam pensar por si próprias e se deixam levar por outras sem indagar-se: isto está certo? Será que é mesmo verdade? Isto vale tanto para as religões como também em outros campos, como a política e as ciências.

    No mundo de hoje, quem não interpreta, contextualiza e indaga a veracidade das informações que recebe corre um sério risco de ser dominado por alguém que raciocina.
    Acredito também que isso vale para seu próprio post. 😀


  89. Oi Felipe, antes de mais nada gostaria de deixar claro que essa galera dos comentários perdeu o foco (Em sua maioria, sem generalizar claro).

    Acredito piamente que a sua critica não é ao cristianismo, nem a sua doutrina própriamente dita. Também acredito que apesar de sua escolha “religiosa”, não é ela que “fala” por você, e sim uma opinião gerada atravéz de pensamento. O que está faltando é a interpretação de quem lê. Creio que quando posto um olhar crítico sobre o texto, é visivel, a indignação do autor, quanto ao fato pela forma de como é doutrinado o menino Aurélio (em metáfora).

    Sou uma pessoa totalmente temente a Deus, não cristão, apesar de ter sido doutrinado como tal. Minha crença a um ser superior veio, depois de pensar sobre o assunto, de dentro. A doutrina católica não me ajudou muito nesse caso.

    Logo concluo o seguinte, e acho que foi isso que foi isso que queria ser transmitido.
    1º Antes de mais nada creia no quiser crer, cada um sabe de si.
    2º Respeite as crenças alheias, não vejo uma crítica a “teórica” filosofia paz e amor cristã, no texto em questão.
    3º Cuidado ao transmitir o que você acredita a outras pessoas (especialmente aos seus filhos). Mostrar seu pensamento e sua crença é muito diferente de impor isso a outro vivente.
    4º Procure falar com pessoas que tem diferentes crenças, é visivel que, independentemente da opção tomada pela pessoa, se ela tem bom senso, ela procura conceitos básicos do ser humano sociável, como, a paz, o amor, a justiça e a liberdade. Cristãos sinto muito, mas o pensamento de vocês não é dono desses sentimentos.

    No mais o texto foi bem escrito e a metáfora bem bacana. Gostaria de saber se você concorda comigo Felipe (leia-se: interpretei direito o que você quis dizer).

    E uma frase de Voltaire pra galera ter mais calma:

    “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.” (clichê)

    abrasso


  90. Liçao de moral:
    Seus domingos ociosos,
    com apenas pao e vinho,
    levaram Aurélio a inventar o dicionário.


  91. Meus pais sempre falavam “você pode escolher a religião que quiser…”
    Mas sempre criticavam pessoas da minha família que mudavam de religião.
    Me fizeram fazer primeira comunhão, me fazem ir na igreja e as vezes cobram de mim
    “vc não anda rezando muito né, filha?”
    Se eu quiser rezar eu rezo.

    Parece bobagem mas eu só percebi a influência que meus pais (especialmente minha mãe) sobre as minhas idéias, decisões e interpretações por causa do big brother.
    Quando tudo o q ela falava sobre os participantes eu repetia para minhas amigas depois.
    Não acho que religião devia ser uma coisa imposta como foi para mim por tanto tempo. Temos que ter liberdade e espaço para decidir. Tempo também pq eu até hj não tenho uma religião definida. Claro q meus pais não sabem disso.



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